AREsp 1830891 - ACORDAO
Negou‑se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem examinou motivadamente as questões relevantes (não havendo ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015), reconheceu a legitimidade e a responsabilidade solidária das agravantes na cadeia de consumo, houve ausência de prequestionamento quanto à matéria do leilão...
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- Parties
- Agravante: COLONIZADORA E INDUSTRIAL S A; Agravante: JOÃO FORTES ENGENHARIA S A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 August 2021
- Procedural Posture
- AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / Acórdão Julgamento Colegiado (quarta Turma)
- Outcome
- Agravo interno não provido
- Legal Topics
- Responsabilidade Solidária, Prequestionamento, Embargos De Declaração, Recurso Especial, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Súmula 211/stj, Súmula 568/stj, Súmula 284/stf, Leilão Extrajudicial, Ilegitimidade Passiva, Honorários Advocatícios, Revolvimento De Prova
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Parties
COLONIZADORA E INDUSTRIAL S A
Agravante
JOÃO FORTES ENGENHARIA S A
Agravante
Procedural Posture
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / Acórdão Julgamento Colegiado (quarta Turma)
Legal Issues
- 1 ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015
- 2 legitimidade passiva de integrante da cadeia de consumo
- 3 responsabilidade solidária entre integrantes da cadeia de prestação de serviços
Ratio Decidendi
Negou‑se provimento ao agravo interno porque o Tribunal de origem examinou motivadamente as questões relevantes (não havendo ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015), reconheceu a legitimidade e a responsabilidade solidária das agravantes na cadeia de consumo, houve ausência de prequestionamento quanto à matéria do leilão (incidindo a Súmula 211/STJ) e a reforma do entendimento demandaria revolvimento do conjunto probatório, vedado nas hipóteses pelas Súmulas 5 e 7 do STJ.
Court Disposition
Agravo interno não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão que determinou a retenção de 25% dos valores pagos pelo adquirente, conforme decidido anteriormente
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Marco Buzzi votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Luis Felipe Salomão. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. RELAÇÃO DE CONSUMO. CADEIA DE PRESTADORES DE SERVIÇOS. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ.AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não se viabiliza o recurso especial pela indicada violação do art. 1.022 do Código de Processo Civil. Isso porque, embora rejeitados os embargos de declaração, a matéria em exame foi devidamente enfrentada pelo Tribunal de origem, que emitiu pronunciamento de forma fundamentada, ainda que em sentido contrário à pretensão do recorrente. 2.Tratando-se de uma relação de consumo, impõe-se a responsabilidade solidária perante o consumidor de todos aqueles que tenham integrado a cadeia de prestação de serviço, em caso de defeito ou vício. Precedentes. 3.Ademais, tendo o TJRJ concluído que a responsabilidade da ora recorrente se deu em razão do princípio da solidariedade existente entre os integrantes da cadeia de prestadores de serviços, rever tal entendimento demandaria o revolvimento do conjunto probatório, o que é inviável, na via eleita, ante o óbice da Súmulas 5 e 7 do STJ. 4. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO 1. Cuida-se de agravo interno interposto por COLONIZADORA E INDUSTRIAL S A, JOÃO FORTES ENGENHARIA S A, sob a vigência do Novo Código de Processo Civil, contra decisão deste relator, queconheceu do agravo e deu parcial provimento ao recurso especial, a fim de determinar o percentual de retenção de 25% (vinte e cinco por cento) dos valores pagos pelo adquirente, sem alteração nos ônus sucumbenciais. Inconformada, a parte ora agravante, em apertada síntese, sustenta que "quanto aos pedidos de rescisão contratual e restituição dos valores pleiteados, a ora 2ª agravante (JOÃO FORTES ENGENHARIA S.A) afigura-se como parte ilegítima para figurar no polo passivo da relação processual, na medida em que o contrato de promessa de cessão de direitos e os valores despendidos foram celebrados e destinados exclusivamente à 1ª agravante (COLONIZADORA E INDUSTRIAL S/A)". Alega que o acórdão"não enfrentou o argumento central das agravantes, quanto à impossibilidade de restituição dos valores pagos pela agravada, segundo estrita disposição do art. 63, § 4º da Lei nº 4.591/64." Afirma que "o maior lance alcançado nos leilões da unidade (R$ 330.000,00, fl. 364) foi em valormuito inferior ao da dívida deixada pela recorrida (R$ 550.319.43, fls. 356/361), de modo que a agravada continua a dever o preço contratado, tendo que pagar, e não receber os valores pagos!" Argumenta que "o recurso especial não encontra óbice na Súmula 211 do STJ", pois"a questão da realização do leilão e da ausência de saldo a ser restituído à agravada, referente à violação do art. 63 da Lei nº 4.591/64 apontada no recurso especial, foi expressamente tratada no acórdão recorrido." Alega que não pode prevalecer a restituição das arras, uma vez que "o próprio acórdão objeto do recurso especial constatou que odesfazimento do contrato decorreu por culpa exclusiva da compradora/agravada."(fls. 828-839). Contrarrazões ao agravo interno às fls. 841-848. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. RELAÇÃO DE CONSUMO. CADEIA DE PRESTADORES DE SERVIÇOS. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ.AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não se viabiliza o recurso especial pela indicada violação do art. 1.022 do Código de Processo Civil. Isso porque, embora rejeitados os embargos de declaração, a matéria em exame foi devidamente enfrentada pelo Tribunal de origem, que emitiu pronunciamento de forma fundamentada, ainda que em sentido contrário à pretensão do recorrente. 2.Tratando-se de uma relação de consumo, impõe-se a responsabilidade solidária perante o consumidor de todos aqueles que tenham integrado a cadeia de prestação de serviço, em caso de defeito ou vício. Precedentes. 3.Ademais, tendo o TJRJ concluído que a responsabilidade da ora recorrente se deu em razão do princípio da solidariedade existente entre os integrantes da cadeia de prestadores de serviços, rever tal entendimento demandaria o revolvimento do conjunto probatório, o que é inviável, na via eleita, ante o óbice da Súmulas 5 e 7 do STJ. 4. Agravo interno não provido. VOTO 2. O agravo interno não merece acolhida. Em relação à alegada ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015, a irresignação não se sustenta, uma vez que o Tribunal de origem examinou, de forma fundamentada, todas as questões submetidas à apreciação judicial na medida necessária para o deslinde da controvérsia, ainda que tenha decidido em sentido contrário à pretensão da parte recorrente. A jurisprudência desta Casa é pacífica ao proclamar que, se os fundamentos adotados bastam para justificar o concluído na decisão - situação facilmente constatável in casu -, o julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos suscitados pela parte em embargos declaratórios, cuja rejeição, nesse contexto, não implica contrariedade ao art. 1.022, I e II, do CPC/2015. Portanto, embora os embargos de declaração tenham sido rejeitados, a Corte estadual examinou, motivadamente, todas as questões pertinentes, assim, não há falar em negativa de prestação jurisdicional, tendo o acórdão julgado a causa sob a ótica do direito que entendeu pertinente à hipótese. Nesse contexto, esta Corte já se manifestou no sentido de que "não há que se confundir decisão contrária aos interesses da parte e negativa de prestação jurisdicional, nem fundamentação sucinta com ausência de fundamentação" (EDcl no AgRg nos EREsp 1.213.226/SC, Relator o Ministro Raul Araújo, Corte Especial, julgado em 24/10/2016, DJe 22/11/2016). 3. No tocante à alegada ausência de saldo remanescente após a realização de leilão extrajudicial e desconto das quantias devidas, verifica-se que a referida matéria não foi debatida pela Corte estadual, carecendo, portanto, do necessário prequestionamento viabilizador do recurso especial. Inafastável a incidência da Súmula 211/STJ. Para que se atenda ao requisito do prequestionamento, é necessária a efetiva discussão do tema pelo Tribunal de origem com a finalidade de sanar eventual omissão, o que, na espécie, não ocorreu. 4. Necessário salientar, ademais, que, na linha da jurisprudência dominante desta Corte, "não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento quanto às teses invocadas pela parte recorrente, mas não debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado" (AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, Relator o Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/04/2018, DJe 03/05/2018). 5. Ao reconhecer a legitimidade passiva da ora recorrente, o Tribunal de origem entendeu pela responsabilidade solidária das corrés, na medida em que a relação jurídica discutida nos autos é de consumo e decorrente de contrato de promessa de compra e venda de imóvel, reconhecendo que todas as empresas integram a cadeia de consumo. Confira-se trecho do acórdão recorrido nesse sentido (fl. 641): Inicialmente, improcede a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam arguida por JOÃO FORTES ENGENHARIA S/A. Isso porque, induvidosa a relação de consumo estabelecida pelas partes, impondo-se a aplicação das disposições do Código de Proteção e de Defesa do Consumidor, sendo certo que ambas as apelantes cooperaram para a consecução do empreendimento imobiliário figurando no contrato celebrado com a apelada, atraindo a aplicação do disposto no art. 28, §3.º, do CPDC. Assim, JOÃO FORTES ENGENHARIA S/A, na qualidade de integrante da cadeia de consumo é legítima para responder pelos prejuízos decorrentes da sua atividade, não merecendo acolhida a preliminar suscitada. Com efeito, o entendimento desta Corte Superior é de que os integrantes da cadeia de consumo respondem solidariamente pelos danos causados ao consumidor. Nesse sentido: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AÇÃO INDENIZATÓRIA. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. ILEGITIMIDADE PASSIVA NÃO CONFIGURADA. REsp 1712464 2017/0306417-7 Documento Página 2 RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE OS INTEGRANTES DA CADEIA DE CONSUMO. LUCROS CESSANTES. MORA E PRESUNÇÃO DE PREJUÍZO. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A ORIENTAÇÃO DESTA CORTE. SÚMULA Nº 568 DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Aplica-se o NCPC a este recurso ante os termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. A matéria contida no art. 515 do NCPC, da forma em que lançada nas razões do apelo especial, não foi enfrentada pelo TJ/SP, nem mesmo depois da oposição dos embargos de declaração, fazendo incidir, no ponto, o enunciado da Súmula nº 211 do STJ. 3. Tratando-se de uma relação de consumo, impõe-se a responsabilidade solidária perante o consumidor de todos aqueles que tenham integrado a cadeia de prestação de serviço, em caso de defeito ou vício. Precedentes. 4. O STJ firmou o entendimento de que, descumprido o prazo para a entrega do imóvel objeto do compromisso de compra e venda, é cabível a condenação por lucros cessantes, sendo presumido o prejuízo do promissário comprador. 5. Estando o acórdão recorrido em plena consonância com a jurisprudência dominante desta Corte, incide, no ponto, a Súmula nº 568 do STJ, segundo a qual, o relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema. 6. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.473.474/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 04/05/2020, DJe 07/05/2020) ____________ AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. CONTRATO DE AQUISIÇÃO DE UNIDADE IMOBILIÁRIA. ATRASO INJUSTIFICADO NA ENTREGA DO IMÓVEL. LEGITIMIDADE DA CONSTRUTORA INCORPORADORA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DE TODOS OS INTEGRANTES DA CADEIA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DISTRIBUIÇÃO. SÚMULA 7 DO STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO LEGAL VIOLADO. SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Tratando-se de uma relação de consumo, impõe-se, a responsabilidade solidária, perante o consumidor, de todos aqueles que tenham integrado a cadeia de prestação de serviço, em caso de defeito ou vício. 2. A revisão dos valores arbitrados a título de honorários advocatícios, bem como da distribuição dos ônus sucumbenciais envolvem ampla análise de questões de fato e de prova, consoante as peculiaridades de cada caso concreto, providência incabível em sede de recurso especial, nos termos da Súmula 7/STJ. 3. Quanto aos suscitados dissídios pretorianos, referentes à multa e juros contratuais e indenização por danos morais, a recorrente furtou-se de indicar os dispositivos legais interpretados de forma divergente, o que enseja a aplicação da Súmula 284/STF. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.540.126/BA, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 06/02/2020, DJe 11/02/2020) ______________ AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS DECORRENTES DE ATRASO NA ENTREGA DE IMÓVEL OBJETO DE COMPRA E VENDA. CORRETORA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE SUPERIOR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REVOLVIMENTO DE PROVAS E INTERPRETAÇÃO CONTRATUAL. REsp 1712464 2017/0306417-7 Documento Página 3 1.Ação de indenização por danos materiais. 2.A atual jurisprudência do STJ define que os integrantes da cadeia de consumo respondem solidariamente pelos danos causados ao consumidor. 3.Ainda que assim não fosse, observa-se que o Tribunal de origem, com base na análise do contexto fático-probatório dos autos, reconheceu a legitimidade da agravante para figurar no polo passivo da demanda, atestando, ainda, a sua solidariedade para responder pelos danos causados ao adquirente do imóvel pelo injustificado atraso na entrega da obra. A reforma de tal entendimento, com a desconstituição de suas premissas, encontra óbice no enunciado das Súmulas nº 5 e 7, ambas do STJ. 4. A intervenção deste Superior Tribunal, para alterar os valores estabelecidos pelas instâncias ordinárias, a título de honorários advocatícios (na hipótese, 20% sobre o valor da condenação), revela-se, em princípio, inviável em razão do óbice disposto na Súmula 7/STJ, o qual somente poderia ser relevado se o aludido valor fosse considerado irrisório ou exorbitante, o que não é o caso, porquanto fixado dentro do percentual permitido no então vigente artigo 20, § 3º, do Código de Processo Civil de 1973. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 1.815.033/SP, Relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 5/12/2019) Dessa forma, o acórdão recorrido se mostra em sintonia com a jurisprudência desta Corte, motivo pelo qual não merece reforma. 5.1. Ademais, tendo o TJRJ concluído que a responsabilidade da ora recorrente se deu em razão do princípio da solidariedade existente entre os integrantes da cadeia de prestador es de serviços, rever tal entendimento demandaria o revolvimento do conjunto probatório, o que é inviável, na via eleita, ante o óbice da Súmulas 5 e 7 do STJ. 6. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.