REsp 2216368 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não indicou a suposta omissão do acórdão do tribunal a quo nos termos do art. 1.022 do CPC, incidindo o óbice da Súmula 211/STJ quanto às questões não apreciadas após embargos declaratórios.
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- Parties
- Recorrente: FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Recorrido: Sócios da pessoa jurídica
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Responsabilidade Solidária Dos Sócios, Extinção Irregular De Sociedade, Cerceamento De Defesa Administrativo, Omissão E Embargos De Declaração, Inadmissibilidade De Recurso Especial (súmula 211/stj)
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Parties
FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Recorrente
Sócios da pessoa jurídica
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 recorrente não indicou omissão apontada ao tribunal a quo nos termos do art. 1.022 do CPC
- 2 apelação especial obstada pela Súmula 211/STJ quando a omissão não foi apreciada pelo tribunal a quo após embargos declaratórios
- 3 controvérsia sobre dissolução irregular da sociedade e responsabilização solidária dos sócios (arts. 1.102 e ss. CC; arts. 134 e 135 CTN)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque o recorrente não indicou a suposta omissão do acórdão do tribunal a quo nos termos do art. 1.022 do CPC, incidindo o óbice da Súmula 211/STJ quanto às questões não apreciadas após embargos declaratórios.
Court Disposition
recurso especial não conhecido
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial manejado por FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO com fundamento no art. 105, III, a e c, da CF, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim ementado (fl. 1.757): APELAÇÃO - Ação anulatória de débito fiscal ajuizada pelos sócios de pessoa jurídica já extinta quando da autuação pelo não pagamento de crédito tributário relativo a ICMS-DIFAL - Sentença de procedência - Apelo fazendário - Descabimento - Autores que comprovaram documentalmente o pagamento contemporâneo dos tributos, efetuado pela empresa antes de sua extinção - Desnecessidade de produção de prova técnica contábil - Ademais, restou comprovado que o AIIM foi lavrado contra sociedade comercial já dissolvida, sem notificar os sócios e sem franquear acesso aos autos do processo administrativo, impossibilitando defesa pelos sócios - Caracterizado o cerceamento de defesa no âmbito administrativo - Nulidade do AIIM - Sentença mantida - Recurso desprovido. Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados (fls. 1.774/1.777). A parte recorrente aponta, além de dissídio jurisprudencial, violação aos arts. 1.102 e seguintes do CC; 134 e 135 do CTN. Sustenta, em resumo, "A dissolução irregular de sociedade comercial, sem observância do procedimento de liquidação disciplinado pelos artigos 1.102 e seguintes do Código Civil e pendentes débitos fiscais, configura infração a lei, o que respalda a responsabilização solidária dos sócios administradores, nos termos dos artigos 134 e 135 do Código Tributário Nacional" (fl. 1.786). Contrarrazões apresentadas às fls. 1.797/1.808. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. De início, observa-se que o Tribunal de origem não examinou a controvérsia sob o enfoque dos dispositivos legais apontados como violados, apesar de instado a fazê-lo por meio dos competentes embargos de declaração. Nesse contexto, caberia à parte recorrente, nas razões do apelo especial, indicar ofensa ao art. 1.022 do CPC, alegando a existência de possível omissão, providência da qual não se desincumbiu. Incide, pois, o óbice da Súmula 211/STJ ("Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo."). Nessa linha de entendimento: AgInt nos EDcl no AgInt no REsp n. 1.456.230/CE, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 23/9/2024, DJe de 27/9/2024. ANTE O EXPOSTO, não conheço do recurso especial. Publique-se. EMENTA