AREsp 2486973 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a alteração da conclusão exigiria reexame fático-probatório vedado pelo enunciado n.7 da Súmula do STJ, e outras alegadas violações não foram prequestionadas pelo tribunal de origem (Súmula n.211), tornando-as inadmissíveis; por isso conheceu-se do agravo quanto à matéria...
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- Parties
- Impetrante: ANNA CAROLINA BANDEIRA DE MELLO; Impetrado: Orientador de Célula de Dívida Ativa Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 February 2024
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça; Agravo Conhecido E Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Agravo conhecido; Recurso especial não conhecido.
- Legal Topics
- Responsabilidade Tributária Do Sócio (art. 135 Do Ctn), Certidão Negativa De Débitos (cnd), Reexame De Provas (súmula 7), Prequestionamento (súmula 211), Honorários Advocatícios (art.85 §11 Cpc/2015)
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Parties
ANNA CAROLINA BANDEIRA DE MELLO
Impetrante
Orientador de Célula de Dívida Ativa Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará
Impetrado
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça; Agravo Conhecido E Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 pedido de expedição de certidão negativa de débitos ou certidão positiva com efeitos de negativa
- 2 exclusão do nome do CADINE
- 3 responsabilidade do sócio nos termos do art. 135 do CTN
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a alteração da conclusão exigiria reexame fático-probatório vedado pelo enunciado n.7 da Súmula do STJ, e outras alegadas violações não foram prequestionadas pelo tribunal de origem (Súmula n.211), tornando-as inadmissíveis; por isso conheceu-se do agravo quanto à matéria não repetitiva e não se conheceu do recurso especial, com majoração de honorários prevista no art.85, §11, do CPC/2015.
Court Disposition
Agravo conhecido; Recurso especial não conhecido.
Orders
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo
- Não conheço do recurso especial
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de mandado de segurança impetrado por ANNA CAROLINA BANDEIRA DE MELLO contra ato do Orientador de Célula de Dívida Ativa Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará, requerendo certidão negativa de débitos - CND ou certidão positiva com efeitos de negativa. Na sentença, julgou-se improcedente o pedido, denegando a segurança. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada, para conceder a segurança. O valor da causa foi fixado em R$ 100,00 (Cem reais). O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: APELAÇÃO. DÍVIDA TRIBUTÁRIA. SÓCIA. PEDIDO DE EXCLUSÃO DO NOME DO CADINE E DE EXPEDIÇÃO DE CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS - CND. OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. RESPONSABILIDADE DO SÓCIO SOMENTE SE CONFIGURADA HIPÓTESE DO ART. 135 DO CTN, NÃO VISLUMBRADA NOS AUTOS. SENTENÇA REFORMADA. SEGURANÇA CONCEDIDA. APELO CONHECIDO E PROVIDO. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, (art. 135 do CTN) verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 10% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA