AREsp 2697683 - DECISAO
Não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem analisou e fundamentou adequadamente a decisão ao concluir que não ficou demonstrado o concurso do Município para os fatos geradores nem o enquadramento nos arts. 134 e 135 do CTN; a modificação da conclusão demandaria reexame de prova, vedado pela Súmula...
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- Parties
- Parte Demandada: Município de Adamantina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (execução Fiscal) / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão No Stj)
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Responsabilização De Município, Responsabilidade Tributária, Prequestionamento, Reexame De Provas, Honorários Advocatícios
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Parties
Município de Adamantina
Parte Demandada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (execução Fiscal) / Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão No Stj)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de responsabilização do Município de Adamantina pelos débitos da executada
- 2 Necessidade de demonstração de concurso para os fatos geradores ou enquadramento nos arts. 134 e 135 do CTN
- 3 Vedação ao reexame fático-probatório em recurso especial (Súmula 7 do STJ)
Ratio Decidendi
Não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem analisou e fundamentou adequadamente a decisão ao concluir que não ficou demonstrado o concurso do Município para os fatos geradores nem o enquadramento nos arts. 134 e 135 do CTN; a modificação da conclusão demandaria reexame de prova, vedado pela Súmula 7 do STJ, e houve ausência de prequestionamento em relação a determinadas alegações, inviabilizando o conhecimento da matéria pelo STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo
- Não conheço do recurso especial
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de agravo de instrumento em sede de ação de execução fiscal. Na sentença, indeferiu-se a inclusão do município de Adamantina no polo passivo da demanda. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. RESPONSABILIZAÇÃO DE MUNICÍPIO. I. Hipótese em que não restou demonstrado nos autos que o Municípiotenha concorrido para a ocorrência dos fatos geradores dos tributos emcobro ou que se enquadre nas situações previstas nos artigos 134 e 135 doCTN. II. Existência de convênio com a executada, bem como repasse derecursos públicos para a manutenção das atividades prestadas que nãorevestem a municipalidade da condição de controladora da entidadedevedora e não tornam o Município responsável pelos débitos em cobro apretexto de suposto dever de fiscalização. III. Impossibilidade de responsabilização do Município pela dívidaexecutada. Precedentes da Corte. IV. Recurso desprovido. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: Com efeito, carece de fundamento legal a responsabilização do Município de Adamantina pelos débitos em cobro, na medida em que não restou demonstrado nos autos que tenha concorrido para a ocorrência dos fatos geradores dos tributos ou que se enquadre nas situações previstas nos artigos 134 e 135 do CTN. Anoto ainda que a existência de convênio com a executada, bem como o repasse de recursos públicos para a manutenção das atividades prestadas não revestem a municipalidade da condição de controladora da entidade devedora e não tornam o Município responsável pelos débitos em cobro a pretexto de suposto dever de fiscalização. Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação (art. 124 do CTN), esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA