AREsp 2655925 - DECISAO

AREsp 2655925 - DECISAO

O STJ concluiu que o Tribunal de origem analisou adequadamente fatos e provas, não havendo elementos robustos que desconstituíssem a presunção de boa-fé do beneficiário; sendo necessária prova da má-fé para condenação à devolução de verba alimentar, e vedado o reexame probatório no recurso especial (Súmula 7), decidiu-se não conhecer do recurso especial, conhecendo-se apenas do agravo quanto à matéria não repetitiva, e determinando-se, se houver prévia fixação, a majoração dos honorários em 1% sobre o valor já fixado nos termos do art. 85, §11 do CPC/2015.

Parties
Apelante: Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSM) de São José dos Campos; Apelado: ex-pensionista
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
24 March 2025
Procedural Posture
Ação De Cobrança / Recurso Especial Interposto Ao STJ (agravo) Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
Outcome
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.
Legal Topics
Restituição De Valores Pagos Indevidamente, União Estável E Suspensão De Benefício Previdenciário, Necessidade De Comprovação De Má Fé Para Repetição De Verbas Alimentares, Impossibilidade De Reexame De Provas No Recurso Especial (súmula 7 Stj), Honorários Advocatícios

Case Brief

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Parties

Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSM) de São José dos Campos

Apelante

ex-pensionista

Apelado

Procedural Posture

Ação De Cobrança / Recurso Especial Interposto Ao STJ (agravo) Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido

  1. 1 Obrigação de restituir valores pagos a título de pensão por morte quando o beneficiário constituiu união estável
  2. 2 Necessidade de comprovação de má-fé do beneficiário para repetição de verba indubitavelmente alimentar
  3. 3 Vedação ao reexame fático-probatório pelo STJ (Súmula 7)

Ratio Decidendi

O STJ concluiu que o Tribunal de origem analisou adequadamente fatos e provas, não havendo elementos robustos que desconstituíssem a presunção de boa-fé do beneficiário; sendo necessária prova da má-fé para condenação à devolução de verba alimentar, e vedado o reexame probatório no recurso especial (Súmula 7), decidiu-se não conhecer do recurso especial, conhecendo-se apenas do agravo quanto à matéria não repetitiva, e determinando-se, se houver prévia fixação, a majoração dos honorários em 1% sobre o valor já fixado nos termos do art. 85, §11 do CPC/2015.

Court Disposition

Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.

Orders

  • Caso exista prévia fixação de honorários advocatícios, majore-se em desfavor da parte recorrente o importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, observados os limites legais e eventual gratuidade judiciária.
  • Publicar-se.