AREsp 2650955 - DECISAO
Conheceu‑se do agravo quanto à matéria não repetitiva e não se conheceu do recurso especial, pois a Corte de origem examinou adequadamente fatos e provas (vedado reexame fático pelo enunciado n.7), aplicando a tese do fato consumado às decisões liminares anteriores a 30/6/2022; a ausência de intimação do Ministério...
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- Parties
- Impetrantes: Agravados; Autoridade: FUNDAÇÃO UNIRG
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 October 2024
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Recurso Especial / Agravo Em Recurso Especial Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Revalidação De Diploma Estrangeiro, Procedimento Simplificado, Teoria Do Fato Consumado, Nulidade Por Ausência De Intimação Do Ministério Público, Liminar E Confirmação Em Sentença
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Parties
Agravados
Impetrantes
FUNDAÇÃO UNIRG
Autoridade
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Recurso Especial / Agravo Em Recurso Especial Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Se é cabível a revalidação de diploma de medicina estrangeiro por procedimento simplificado perante a UNIRG
- 2 Aplicação da teoria do fato consumado a decisões liminares proferidas antes de 30/6/2022
- 3 Se a ausência de intimação do Ministério Público acarreta nulidade do processo
Ratio Decidendi
Conheceu‑se do agravo quanto à matéria não repetitiva e não se conheceu do recurso especial, pois a Corte de origem examinou adequadamente fatos e provas (vedado reexame fático pelo enunciado n.7), aplicando a tese do fato consumado às decisões liminares anteriores a 30/6/2022; a ausência de intimação do Ministério Público configurou, no caso, mera irregularidade sem prejuízo, não ensejando nulidade e não justificando reforma do julgado.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo; não conheço do recurso especial.
Orders
- Determino a majoração dos honorários advocatícios, se previamente fixados, em 1% sobre o valor já fixado, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados limites e eventual gratuidade judiciária.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de mandado de segurança impetrado pelos ora particulares Agravados contra ato de autoridade da FUNDAÇÃO UNIRG, requerendo a revalidação de seus diplomas de medicina estrangeiro, por meio de procedimento simplificado. Na sentença, julgou-se procedente o pedido, ante o fato consumado. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. O valor da causa foi fixado em R$ 1.000,00 (Mil reais) . O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: EMENTA: AGRAVO INTERNO NA REMESSA NECESSÁRIA. MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO MONOCRÁTICA DA RELATORA QUE COM FUNDAMENTO NA TESE FIRMADA NO INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA CONHECEU E NEGOU PROVIMENTO À REMESSA NECESSÁRIA. CONCESSÃO DA SEGURANÇA PARA DETERMINAR QUE A INSTITUIÇÃO DE ENSINO PROCEDA À ANÁLISE DO PROCESSO DE REVALIDAÇÃO DE DIPLOMA ESTRANGEIRO NA FORMA SIMPLIFCADA. CURSO DE MEDICINA. EXISTÊNCIA DE RESOLUÇÃO QUE PREVÊ A REALIZAÇÃO DESSE PROCEDIMENTO PERANTE A UNIRG. AUTONOMIA ADMINISTRATIVA DA FACULDADE. LIMINAR DEFERIDA E CONFIRMADA NA SENTENÇA. JULGAMENTO DO IAC. QUORUM SIMPLIFICADO. NULIDADE SANADA COM NOVO JULGAMENTO DO IAC. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO MINISTERIAL QUE, POR SI SÓ, NÃO GERA NULIDADE. INTERVENÇÃO MINISTERIAL EM OUTROS FEITOS ANÁLOGOS E EM GRAU RECURSAL. AUSÊNCIA DE NULIDADES OU DE PREJUÍZOS. DECISÃO MONOCRÁTICA MANTIDA COM FUNDAMENTO NO NOVO JULGAMENTO DO IAC. AGRAVO INTERNO CONHECIDO E IMPROVIDO. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: Na decisão monocrática proferida no Tribunal: .. Entrementes, em obediência ao princípio da colegialidade e à determinação de que os órgãos do Poder Judiciário sigam seus próprios precedentes, ressalvado meu entendimento pessoal esposado alhures, aplico, ao caso dos autos, a tese jurídica específica firmada no Incidente de Assunção de Competência já trasladada: "Aplica-se a teoria do fato consumado aos processos cujas decisões liminares foram exaradas antes de 30/6/2022, preservando, assim, o tão caro princípio da segurança jurídica". .. Na ocasião do Agravo interno: .. Outrossim, em que pese a alegação de necessidade de provimento do agravo interno, considerando a inexistência de nulidades alegadas pela Douta Promotoria de Justiça, conforme longa explanação decorrente do julgamento do IAC nº 5, não se há falar em provimento do presente recurso. A ausência de intimação do Ministério Público e eventual nulidade do julgado fora amplamente debatida pelo Pleno deste Tribunal de Justiça, ausentes razões para o provimento do presente agravo interno. A ausência de intimação do Ministério Público para atuar no feito originário e em demais atos processuais é mera irregularidade, não sendo capaz de gerar nulidade do feito, especialmente em se considerando que houve a intervenção ministerial em grau de recurso. No mais, tem-se que a ausência de atuação ministerial decorreu de posicionamentos anteriores do próprio Ministério Público, em outras ações idênticas, quando membro daquele parquet manifestaram-se pela desnecessidade de intervenção no feito ou pelo acerto da decisão proferida em caso análogo. Não há prejuízo comprovado capaz de ensejar na modificação do julgado. .. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação, (art. 6º, §§ 1º e 2º, da LINDB e art. 1º da Lei n. 12.016/2019 e art. 53, V, da Lei n. 9.394/1.996) esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA