REsp 1526285 - DECISAO
Verificou-se cerceamento de defesa porque a defesa prévia apresentada pelo agravante não poderia ser considerada intempestiva diante da aplicação do prazo em dobro prevista no art.191 do CPC quando o réu atua por advogado exclusivo; ademais, no rito da Lei 8.429/92 a revelia não se decreta antes do recebimento da petição inicial, da citação e do decurso do prazo para contestação, razão pela qual a sentença que declarou a revelia e julgou o mérito foi anulada, devendo ser exercido o juízo de admissibilidade da inicial e, se recebida, os réus citados para apresentar contestação.
- Parties
- Agravante: JORGE LUIZ FRANCISQUINI DE AZEVEDO; Impugnante/parte Contrária: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 April 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno (contra Decisão Que Não Conheceu Do Recurso Especial) / Decisão De Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial, Com Reconsideração Da Decisão Agravada E Anulação Da Sentença De Primeira Instância
- Outcome
- Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento, reformando o acórdão recorrido para anular a sentença
- Legal Topics
- Revelia, Prazo Em Dobro (art.191 Cpc), Defesa Prévia, Cerceamento De Defesa, Juízo De Admissibilidade, Citação
Case Brief
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Parties
JORGE LUIZ FRANCISQUINI DE AZEVEDO
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Impugnante/parte Contrária
Procedural Posture
Agravo Interno (contra Decisão Que Não Conheceu Do Recurso Especial) / Decisão De Conhecimento E Provimento Do Recurso Especial, Com Reconsideração Da Decisão Agravada E Anulação Da Sentença De Primeira Instância
Legal Issues
- 1 Decretação de revelia sem ocorrência dos requisitos legais
- 2 Aplicabilidade do art. 191 do CPC para concessão de prazo em dobro a réu que constituiu advogado exclusivo
- 3 Cerceamento de defesa em face da contagem de prazo e da não consideração da defesa prévia
Ratio Decidendi
Verificou-se cerceamento de defesa porque a defesa prévia apresentada pelo agravante não poderia ser considerada intempestiva diante da aplicação do prazo em dobro prevista no art.191 do CPC quando o réu atua por advogado exclusivo; ademais, no rito da Lei 8.429/92 a revelia não se decreta antes do recebimento da petição inicial, da citação e do decurso do prazo para contestação, razão pela qual a sentença que declarou a revelia e julgou o mérito foi anulada, devendo ser exercido o juízo de admissibilidade da inicial e, se recebida, os réus citados para apresentar contestação.
Court Disposition
Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento, reformando o acórdão recorrido para anular a sentença
Orders
- Anular a sentença proferida nos autos
- Determinar que seja exercido juízo de admissibilidade da petição inicial
Full Case Text
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