AREsp 1738932 - DECISAO

AREsp 1738932 - DECISAO

Conheceu-se do agravo para, parcialmente, conhecer do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento. Fundamenta-se no entendimento de que a alteração do critério de cálculo das horas extras incorporadas constitui revisão de ato administrativo próprio sujeita ao prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999, contado a partir da vigência daquela lei, de modo que a revisão promovida após esse prazo está fulminada pela decadência; não havendo prova de ilegalidade ou má-fé do servidor, a nova interpretação administrativa não pode ser aplicada retroativamente por violar a segurança jurídica; além disso, não há obrigação de inclusão da União como litisconsorte...

Parties
Agravante: UNIÃO; Recorrida: AUFRGS
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
11 May 2021
Procedural Posture
Agravo / Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
Outcome
CONHEÇO do agravo para CONHECER PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGAR-LHE PROVIMENTO.
Legal Topics
Revisão Administrativa, Decadência Administrativa (art. 54, Lei N. 9.784/1999), Incorporação De Horas Extras, Legitimidade Passiva De Universidades Federais, Prescrição De Fundo De Direito, Coisa Julgada

Case Brief

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Parties

UNIÃO

Agravante

AUFRGS

Recorrida

Procedural Posture

Agravo / Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial

  1. 1 Possibilidade de revisão administrativa de parcela incorporada decorrente de decisão judicial
  2. 2 Incidência do prazo decadencial de 5 anos do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 e termo inicial de contagem
  3. 3 Obrigatoriedade ou não da inclusão da União como litisconsorte nas demandas contra universidades federais

Ratio Decidendi

Conheceu-se do agravo para, parcialmente, conhecer do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento. Fundamenta-se no entendimento de que a alteração do critério de cálculo das horas extras incorporadas constitui revisão de ato administrativo próprio sujeita ao prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 54 da Lei 9.784/1999, contado a partir da vigência daquela lei, de modo que a revisão promovida após esse prazo está fulminada pela decadência; não havendo prova de ilegalidade ou má-fé do servidor, a nova interpretação administrativa não pode ser aplicada retroativamente por violar a segurança jurídica; além disso, não há obrigação de inclusão da União como litisconsorte...

Court Disposition

CONHEÇO do agravo para CONHECER PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGAR-LHE PROVIMENTO.

Orders

  • Caso exista nos autos prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% o valor já arbitrado (na origem), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015
  • Publique-se