AREsp 2800523 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque a Corte entendeu que, embora a taxa média divulgada pelo Banco Central seja referencial útil, o simples confronto entre a taxa contratada e a média não autoriza, por si só, a revisão; todavia, no caso concreto a Corte de origem limitou a taxa contratada diante da diferença significativa entre a alíquota pactuada (16,5% a.m.) e a média de mercado (7,64% a.m.) e da ausência de comprovação, pela instituição financeira, do perfil de alto risco do tomador, caracterizando onerosidade excessiva. A reforma da conclusão demandaria reexame fático-probatório vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ.
- Parties
- Agravante: Casa Bancária; Agravada: Parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão
- Legal Topics
- Revisão Contratual, Juros Remuneratórios, Abusividade, Taxa Média De Mercado Do Banco Central, Honorários Advocatícios, Súmulas 5 E 7 Do STJ
Case Brief
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Parties
Casa Bancária
Agravante
Parte autora
Agravada
Procedural Posture
Agravo / Decisão
Legal Issues
- 1 Se a taxa média de mercado apurada pelo Banco Central pode, por si só, fundamentar a declaração de abusividade dos juros remuneratórios
- 2 Possibilidade de revisão da taxa de juros remuneratórios nas relações de consumo mediante demonstração das peculiaridades do caso concreto
- 3 Vedação ao reexame de matéria fática e probatória pelas Súmulas 5 e 7 do STJ
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque a Corte entendeu que, embora a taxa média divulgada pelo Banco Central seja referencial útil, o simples confronto entre a taxa contratada e a média não autoriza, por si só, a revisão; todavia, no caso concreto a Corte de origem limitou a taxa contratada diante da diferença significativa entre a alíquota pactuada (16,5% a.m.) e a média de mercado (7,64% a.m.) e da ausência de comprovação, pela instituição financeira, do perfil de alto risco do tomador, caracterizando onerosidade excessiva. A reforma da conclusão demandaria reexame fático-probatório vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ.
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