AREsp 2579414 - DECISAO
A alegação de venda casada exigiria o reexame do acervo fático-probatório e interpretação contratual, providências vedadas no recurso especial pela Súmula n. 7 do STJ; o Tribunal local já concluiu pela inexistência de venda casada, razão pela qual o recurso foi negado provimento; foi majorado em 10% o honorário...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial
- Outcome
- nego provimento ao recurso
- Legal Topics
- Revisão Contratual, Venda Casada, Tarifa De Registro De Contrato, Tarifa De Avaliação De Bem, Seguro, Honorários De Sucumbência
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Procedural Posture
Agravo / Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial
Legal Issues
- 1 configuração de venda casada (art. 39, I, CDC)
- 2 ilegalidade/abuso na cobrança de tarifas e seguros
- 3 ônus da prova da venda casada (art. 373, I, CPC)
Ratio Decidendi
A alegação de venda casada exigiria o reexame do acervo fático-probatório e interpretação contratual, providências vedadas no recurso especial pela Súmula n. 7 do STJ; o Tribunal local já concluiu pela inexistência de venda casada, razão pela qual o recurso foi negado provimento; foi majorado em 10% o honorário conforme art. 85, §11, CPC/15.
Court Disposition
nego provimento ao recurso
Orders
- Nego provimento ao recurso
- Majorar em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, observados os §§ 2º e 3º do mesmo artigo
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manifestado contra decisão que negou seguimento a recurso especial interposto em face de acórdão com a seguinte ementa: AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL. TARIFA DE REGISTRO DE CONTRATO. ILÍCITA. TARIFA DE AVALIAÇÃO DE BEM. LÍCITA. SEGURO. VENDA CASADA. LIVRE CONTRATAÇÃO E INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO. - Conforme tese firmada pelo Superior Tribunal de Justiça, em julgamento do recurso repetitivo (REsp 1.578.553/SP, Tema 958), são lícitas as cobranças de tarifa de registro de contrato e de avaliação de bem, ressalvada a abusividade por serviço não efetivamente prestado e a possibilidade de controle por onerosidade excessiva. - O Superior Tribunal de Justiça decidiu, em julgamento de recurso repetitivo (REsp 1639320/SP), que a cobrança de seguro somente é ilícita quando configurada a venda casada, fato cujo ônus probatório é do autor (artigo 373, I, CPC). Alegou-se, no especial, violação do artigo 39, I, do Código de Defesa do Consumidor sob o argumento de que teria havido venda casada, obrigando-se a agravante a contratar seguro de proteção financeira ao firmar financiamento com o agravado. Assim delimitada a controvérsia, passo a decidir. O Tribunal local, a despeito da invocada violação à lei, concluiu: "(..) que não há caracterização de venda casada, e que a cobrança do seguro de proteção financeira está dentro dos limites da lei, razão pela qual desprovejo o recurso nesse ponto" (e-STJ, fl. 400). Tal conclusão é imune ao crivo do recurso especial, porquanto depende do reexame do acervo probatório, o que encontra o óbice de que trata o verbete n. 7 da Súmula desta Casa. Nesse sentido: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL CUMULADA COM DEVOLUÇÃO EM DOBRO DE QUANTIAS PAGAS E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE VENDA CASADA. SEGURO DE VIDA E PREVIDÊNCIA. CONTRATO QUE AFASTA A ALEGAÇÃO DE CONDICIONAMENTO DO FORNECIMENTO DE UM SERVIÇO À DISPONIBILIZAÇÃO DE OUTRO. INVIABILIDADE DE REEXAME. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N.os 5 E 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Aplica-se o NCPC a este recurso ante os termos do Enunciado Administrativo n.º 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. O acolhimento da pretensão recursal quanto à alegada existência de venda casada demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais, o que é viável na via especial ante o óbice das Súmulas n.os 5 e 7 do STJ. 3. Não sendo a linha argumentativa apresentada capaz de evidenciar a inadequação dos fundamentos invocados pela decisão agravada, o presente agravo não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, devendo ele ser integralmente mantido em seus próprios termos. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.453.441/BA, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 22/4/2024, DJe de 24/4/2024.) Em face do exposto, nego provimento ao recurso. Nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/15, majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º do mesmo artigo. Intimem-se. EMENTA