AREsp 2657919 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e decidiu-se não conhecer do recurso especial porque a pretensão envolveria reexame de matéria fática e probatória, óbice assentado nas Súmulas 5 e 7 do STJ, além de o tribunal de origem ter concluído que não houve demonstração da onerosidade excessiva que justificasse a substituição do IGP-M;...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: ELIEL LINO DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Revisão Contratual, Índice De Correção Monetária (igp M Vs Ipca), Onerosidade Excessiva, Admissibilidade Do Recurso Especial, Honorários Sucumbenciais
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ELIEL LINO DA SILVA
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial com base no art. 105, III, alíneas a e c, da CF
- 2 possibilidade de revisão contratual por onerosidade excessiva (art. 6º, V, do CDC)
- 3 substituição do índice IGP-M pelo IPCA
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e decidiu-se não conhecer do recurso especial porque a pretensão envolveria reexame de matéria fática e probatória, óbice assentado nas Súmulas 5 e 7 do STJ, além de o tribunal de origem ter concluído que não houve demonstração da onerosidade excessiva que justificasse a substituição do IGP-M; determinou-se também a majoração dos honorários sucumbenciais para 20% nos termos do art. 85, §11, CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Majorem-se os honorários sucumbenciais de 15% para 20% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observado o benefício da gratuidade de justiça, se for o caso.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso especial interposto por ELIEL LINO DA SILVA. O apelo extremo, fundamentado no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, insurge-se contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco assim ementado: "DIREITO DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO. CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. PARCELAMENTO. IGP-M. ALTA. PANDEMIA DA COVID-19. SUBSTITUIÇÃO DO ÍNDICE. ONEROSIDADE EXCESSIVA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. 1. A revisão contratual à luz do art. 6º, inciso V, do CDC, apenas é possível quando demonstrada a onerosidade excessiva ao consumidor. 2. A adoção do IGP-M como índice de correção monetária não encerra ilegalidade ou abusividade, segundo a jurisprudência firmada pelo STJ. 3. A alta do IGP-M decorrente da pandemia da Covid-19, por si só, não caracteriza onerosidade excessiva a justificar a revisão do contrato para substituição do índice de correção monetária pactuado pelas partes. 4. Sentença reformada. 5. Recurso provido" (fl. 164 e-STJ). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fl. 192 e-STJ). Nas razões do recurso especial, o recorrente aponta, além de divergência jurisprudencial, violação do artigo 6º, V, do CDC. Defende que o "IGP-M se tornou excessivamente oneroso no curso do contrato de natureza consumerista" (fl. 207 e-STJ). Com as contrarrazões (fls. 223/228 e-STJ) e inadmitido o recurso na origem, sobreveio o presente agravo, no qual se busca o processamento do apelo nobre. É o relatório. DECIDO. Ultrapassados os requisitos de admissibilidade do agravo, passa-se ao exame do recurso especial. O recurso não merece prosperar. Na hipótese dos autos, o tribunal de origem consignou: "Trata-se de ação revisional de compromisso de compra e venda de imóvel adquirido pelo recorrido em 20 de setembro de 2019, mediante 160 parcelas mensais e consecutivas de R$ 470,25, vencendo-se a primeira em 20 de março de 2020 e a última em 20 de junho de 2033, todas com acréscimo de correção monetária pelo IGP-M. Na minha avaliação atual, embora já tenha adotado posicionamento diverso em caso análogo em sede de cognição sumária, não há elementos que justifiquem a substituição do índice contratado. (..) Todavia, o aumento do índice de correção monetária previsto no contrato em relação a outros índices de atualização por si só não caracteriza onerosidade excessiva, ainda mais se considerado o histórico de pagamento apresentado (ID 18270487), no caso concreto. (..) Portanto, não havendo justificativa para substituição do IGP-M como índice de correção monetária previsto no contrato pelo IPCA, impõe-se a reforma da sentença para rejeição dos pleitos formulados." (fls. 160/162 e-STJ). Desse modo, a pretensão recursal esbarra nos óbices das Súmulas nºs 5 e 7/STJ. Ademais, consoante iterativa jurisprudência desta Corte, a necessidade de reexame da matéria fática impede a admissão do recurso especial tanto pela alínea "a" quanto pela alínea "c" do permissivo constitucional. Ante o exposto, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 15% (quinze por cento) sobre o valor da causa, os quais devem ser majorados para o patamar de 20% (vinte por cento) em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA