AREsp 2723999 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno por ausência de novos argumentos aptos a ilidir a decisão agravada; a revisão do entendimento do tribunal de origem demandaria reexame do conjunto fático-probatório e reinterpretação de cláusula contratual, hipótese vedada pelas Súmulas 5 e 7/STJ, e o dissídio jurisprudencial...
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- Parties
- Agravante: CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS; Autora: Rejane Schunck
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2025
- Procedural Posture
- Agravointerno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (sessão Virtual)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno por unanimidade
- Legal Topics
- Revisão Contratual, Repetição De Indébito, Reexame De Fatos, Interpretação De Cláusulas Contratuais, Súmula 5/stj, Súmula 7/stj, Dissídio Jurisprudencial
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Parties
CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
Agravante
Rejane Schunck
Autora
Procedural Posture
Agravointerno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do reexame de fatos e provas em recurso especial
- 2 inadmissibilidade da reinterpretação de cláusulas contratuais em recurso especial
- 3 prejudicialidade do dissídio jurisprudencial diante da Súmula 7/STJ
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno por ausência de novos argumentos aptos a ilidir a decisão agravada; a revisão do entendimento do tribunal de origem demandaria reexame do conjunto fático-probatório e reinterpretação de cláusula contratual, hipótese vedada pelas Súmulas 5 e 7/STJ, e o dissídio jurisprudencial está prejudicado por apoiar-se em fatos.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno por unanimidade
Orders
- Nego provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 22/04/2025 a 28/04/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva, Moura Ribeiro e Daniela Teixeira votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. REEXAME DE FATOS. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. DISSÍDIO PREJUDICADO. 1. Ação de revisão contratual c/c com repetição de indébito. 2. O reexame de fatos e a interpretação de cláusulas contratuais em recurso especial são inadmissíveis. 3. A incidência da Súmula 7/STJ prejudica a análise do dissídio jurisprudencial pretendido. Precedentes desta Corte. 4. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO Relatora: MINISTRA NANCY ANDRIGHI Examina-se agravo interno interposto por CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS contra decisão que conheceu o agravo para não conhecer do recurso especial. Ação: Revisional ajuizada por Rejane Schunck em face da agravante. Decisão unipessoal: não conheceu do recurso especial em razão da incidência das Súmulas n. 5 e 7, ambas do STJ, bem como da prejudicialidade do dissídio jurisprudencial. Agravo interno: a agravante além de refutar a aplicação dos mencionados enunciados sumulares, reitera a impossibilidade de aferição da taxa de juros remuneratórios única e exclusivamente pela taxa informada no Banco Central, que apontou a necessidade de analisar as outras características do cenário. Requer, assim, o provimento do agravo para que seja determinado o processamento do recurso especial e apreciado o mérito. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. REEXAME DE FATOS. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. INADMISSIBILIDADE. DISSÍDIO PREJUDICADO. 1. Ação de revisão contratual c/c com repetição de indébito. 2. O reexame de fatos e a interpretação de cláusulas contratuais em recurso especial são inadmissíveis. 3. A incidência da Súmula 7/STJ prejudica a análise do dissídio jurisprudencial pretendido. Precedentes desta Corte. 4. Agravo interno não provido. VOTO Relatora: MINISTRA NANCY ANDRIGHI A despeito das alegações aduzidas neste recurso, percebe-se que a parte agravante não trouxe qualquer argumento novo capaz de ilidir o entendimento firmado na decisão ora agravada. Diante desse contexto, deve ser mantida a decisão agravada incólume, conforme se demonstra a seguir. - Do reexame de fatos e provas e da interpretação de cláusulas contratuais Quanto à aplicação das Súmulas 5 e 7/STJ, essas merecem ser mantidas, haja vista que os argumentos trazidos pela parte agravante não são capazes de demonstrar como alterar o decidido pelo Tribunal de origem acerca da existência de abusividade na taxa de juros remuneratórios prevista no contrato celebrado entre as partes, não demandaria o reexame de fatos e provas, tampouco exigiria nova interpretação de cláusula contratual. Desse modo, rever tal entendimento, de fato, implicaria em reexame do acervo fático-probatório, bem como em reinterpretação de cláusula do contrato, o que é obstado pelos enunciados sumulares nº 5 e 7/STJ. - Da divergência jurisprudencial Ademais, deve se r mantido o entendimento de que não é possível o conhecimento do recurso especial interposto pela divergência jurisprudencial na hipótese em que o dissídio é apoiado em fatos e não na interpretação da lei. Isso porque a Súmula 7/STJ também se aplica aos recursos especiais interpostos pela alínea "c", do permissivo constitucional. Nesse sentido: AgInt nos EDcl no AREsp 1041244/RJ, 4ª Turma, DJe de 22/11/2019; AgInt no AREsp n. 821.337/SP, 3ª Turma, DJe de 13/03/2017; e AgInt no AREsp n. 964.391/SP, 3ª Turma, DJe de 21/11/2016. DISPOSITIVO Forte nessas razões, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno.