AREsp 2668962 - DECISAO
Conheceu-se o agravo por tratar-se de questão jurídica e entendeu-se que, à época da condenação (2018), a jurisprudência do STJ já era pacífica no sentido de que atos infracionais não podem ser utilizados para valoração negativa da personalidade, de modo que tal valoração deve ser afastada por violação ao art. 59 do Código Penal; contudo, o afastamento não altera a pena final, em razão da incidência da atenuante da menoridade relativa e da vedação de redução abaixo do mínimo legal (Súmula 231/STJ); quanto à minorante do tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), a jurisprudência de 2018 admitia o uso de atos infracionais para afastá-la, pelo que o pedido foi rejeitado.
- Parties
- Recorrente: GUSTAVO DA ROCHA COSTA; Recorrido: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Julgamento Do Agravo
- Outcome
- Conhecido o agravo e parcialmente provido o recurso especial para afastar a valoração negativa da personalidade, sem alteração da pena final.
- Legal Topics
- Revisão Criminal, Dosimetria Da Pena, Atos Infracionais, Tráfico Privilegiado, Súmulas Do STJ
Case Brief
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Parties
GUSTAVO DA ROCHA COSTA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Julgamento Do Agravo
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do recurso especial face às Súmulas 7 e 83 do STJ
- 2 Possibilidade de utilização de atos infracionais para valoração negativa da personalidade na dosimetria
- 3 Reconhecimento da minorante do tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006)
Ratio Decidendi
Conheceu-se o agravo por tratar-se de questão jurídica e entendeu-se que, à época da condenação (2018), a jurisprudência do STJ já era pacífica no sentido de que atos infracionais não podem ser utilizados para valoração negativa da personalidade, de modo que tal valoração deve ser afastada por violação ao art. 59 do Código Penal; contudo, o afastamento não altera a pena final, em razão da incidência da atenuante da menoridade relativa e da vedação de redução abaixo do mínimo legal (Súmula 231/STJ); quanto à minorante do tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006), a jurisprudência de 2018 admitia o uso de atos infracionais para afastá-la, pelo que o pedido foi rejeitado.
Court Disposition
Conhecido o agravo e parcialmente provido o recurso especial para afastar a valoração negativa da personalidade, sem alteração da pena final.
Orders
- Afastar a valoração negativa da personalidade do agente
- Manter a pena final fixada (5 anos de reclusão, em regime semiaberto, e multa)
Full Case Text
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