REsp 1877026 - DECISAO
Conheceu-se em parte do recurso especial e deu-se provimento parcial para adequar os índices aplicáveis às parcelas reconhecidas em sede judicial: determinou-se a aplicação da remuneração oficial da caderneta de poupança aos juros moratórios no período posterior à vigência da Lei n. 11.960/2009 e a adoção do INPC...
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- Parties
- Recorrente: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS; Autora: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (previdenciário) / Decisão Do STJ (conhecimento Em Parte E Provimento Parcial)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe provimento.
- Legal Topics
- Revisão Da RMI, Integração De Horas Extras Aos Salários De Contribuição, Tempo De Serviço Especial, Prova Do Tempo Especial (sb 40, Laudo Técnico, Ppp), Juros De Mora E Correção Monetária, Prescrição, Motivação Referenciada (per Relationem)
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Parties
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Recorrente
parte autora
Autora
Procedural Posture
Recurso Especial (previdenciário) / Decisão Do STJ (conhecimento Em Parte E Provimento Parcial)
Legal Issues
- 1 prescrição do fundo de direito
- 2 aplicabilidade do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997 (redação dada pela Lei n. 11.960/2009) aos juros moratórios
- 3 índice de correção monetária aplicável às condenações previdenciárias (INPC a partir da Lei n. 11.430/2006)
Ratio Decidendi
Conheceu-se em parte do recurso especial e deu-se provimento parcial para adequar os índices aplicáveis às parcelas reconhecidas em sede judicial: determinou-se a aplicação da remuneração oficial da caderneta de poupança aos juros moratórios no período posterior à vigência da Lei n. 11.960/2009 e a adoção do INPC como índice de correção monetária a partir da vigência da Lei n. 11.430/2006 (inclusão do art. 41-A na Lei n. 8.213/1991), em observância à jurisprudência desta Corte; rejeitou-se o argumento de prescrição por ocorrer inovação recursal/preclusão consumativa, mantendo-se, no mais, os reconhecimentos do tribunal a quo quanto à integração de horas extras e ao tempo especial quando...
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe provimento.
Orders
- Aplicar aos juros moratórios a remuneração oficial da caderneta de poupança no período posterior à vigência da Lei n. 11.960/2009
- Adotar o INPC como índice de correção monetária a partir da vigência da Lei n. 11.430/2006 (inclusão do art. 41-A na Lei n. 8.213/1991)
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Vistos, etc. Trata-se de recurso especial interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, com fundamento na alínea "a" do inciso III do art. 105 da CF/1988, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Regiãoassim ementado (e-STJfls. 282/283): PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DA RMI. CÔMPUTO DAS HORAS EXTRAS RECONHECIDA POR SENTENÇA TRABALHISTA. POSSIBILIDADE. ATIVIDADES LABORADAS EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. TELEFONISTA. AGENTE INSALUBRES. AGENTE FÍSICO "RUÍDO, CALOR E ENERGIA" E AGENTE BIOLÓGICO. COMPROVAÇÃO. TEMPO ESPECIAL RECONHECIDO. TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO REFERENCIADA. ADOÇÃO. - O Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que a motivação referenciada (per relationem) não constitui negativa de prestação jurisdicional, tendo se, pois, por cumprida a exigência de fundamentação das decisões judiciais. Adoção dos termos da sentença como razões de decidir. - Hipótese de apelação interposta contra sentença que, em ação ordinária em que a parte autora objetivava a revisão da Renda Mensal Inicial - RMI de sua aposentadoria de modo a computar a remuneração das horas extras reconhecidas em reclamação trabalhista com o recolhimento das contribuições correspondentes, e o enquadramento, como especial de período em que esteve submetido a agentes nocivos, julgou parcialmente procedente o pedido, para determinar a revisão da Renda Mensal Inicial - RMI da aposentadoria da autora e dos respectivos proventos, em virtude do acréscimo, nos salários-de-contribuição do lapso temporal tomado como parâmetro, de horas extras judicialmente reconhecidas e do enquadramento, como especiais, dos períodos em que esteve submetida a agentes nocivos. Determinou, também, que em relação às horas extras, os efeitos da revisão retroagirão à data da citação, incidindo juros de mora, no percentual de 0,5% (meio por cento) ao mês, de acordo com a citação, e correção monetária, conforme os índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal. - É assente a jurisprudência no sentido de considerar devida a revisão da RMI do benefício previdenciário do segurado, considerando a repercussão de verbas reconhecidas na justiça trabalhista de modo a integrar os salários-de-contribuição, ainda que o INSS não tenha integrado a lide, desde que a sentença trabalhista tenha sido fundamentada em elementos caracterizadores da existência do vínculo empregatício que se almeja ver reconhecido. - O enquadramento do tempo de atividade especial por categoria profissional prevaleceu somente até 28.04.1995, dia anterior à vigência da Lei n.º 9.032/95. Entre 29.04.1995 a 05.03.1997, a comprovação do tempo especial pode ser feita através dos formulários SB-40, DSS-8030 e DIRBEN-8030. A partir de 06.03.1997, data de entrada em vigor do Decreto n.º 2.172/97, exige-se laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por medico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho para comprovação da efetiva sujeição do segurado a agentes agressivos. - No julgamento da ARE nº. 664335/SC, entendeu o egrégio STF que em caso de ruído acima dos limites legais de tolerância, mesmo que o PPP diga que o EPI é eficaz, o segurado terá direito à aposentadoria especial. Isto porque está provado na literatura científica e de medicina do trabalho que o uso do EP com intuito de evitar danos sonoros não é capaz de inibir os efeitos nocivos do ruído na saúde do trabalhador. Com efeito, percebe-se que o uso do EPI, mesmo que de forma correta, não garante a segurança do exercício da atividade de forma eficaz, não tendo, portanto, o condão de afastar a insalubridade da atividade exercida pelo trabalhador. - No caso, infere-se que a sentença trabalhista acostada aos autos ao reconhecer as horas extras laboradas pela reclamante foi fundamentada em provas materiais (cópias de contracheques, e livro de ponto), bem como testemunhais, de modo que essa remuneração deve ser integrada aos salários-de-contribuição que compõem o período de cálculo do salário-de-benefício da aposentadoria da parte autora. - Hipótese em que restou comprovado nos autos por meio do Formulário SB-40, bem como do Laudo Técnico que o autor exerceu atividades em condições especiais, junto a Empresa de TELECOMUNICAÇÕES DE PERNAMBUCO S/A - TELPE, durante o período de 01/09/1977 a 30/10/1995, exposto a agentes nocivos a saúde, dentre eles, agentes biológicos (bacilos, fungos, dejetos de urina de roedores, insetos e animais), agentes físicos (ruído acima de 90 dB, calor acima de 28ºC, e eletricidade acima de 250 volts, e choques acústicos), de forma habitual e permanente, não ocasional, nem intermitente, devendo esse período ser considerado como tempo especial. - Apelação e remessa oficial improvidas. Os embargos de declaração (e-STJfls. 299/304) não foram acolhidos, nos termos da decisão de e-STJfl. 308. O recorrente alega que foram violados os arts. 103 da Lei n. 8.213/1991; 1º do Decreto n. 20.910/1932. Defende, em síntese, a prescrição do fundo de direito, uma vez que o benefício foi indeferido em 27/3/2006 e a ação foi somente ajuizada em 12/2/2015, após transcorrido prazo superior a 5 anos. Sustenta a aplicação do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, redação dada pelo art. 5º da Lei n. 11.960/2009 aos juros e correção monetária. Admitido o recurso especial na origem (e-STJfl. 344), foram os autos remetidos a esta Corte de Justiça. É o relatório. Verifica-se que não procede a alegação de prescrição de fundo de direito, visto que esta questão não foi devidamente apresentada em recurso oportuno, ou seja, em apelação, o que constitui em inaceitável inovação recursal e impede o conhecimento em decorrência da preclusão consumativa. A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. TESE NÃO VENTILADA NO RESP. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. INOVAÇÃO RECURSAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ART. 2º DA LEI N. 9.784/1999 E ART. 12, VI, da Lei n. 9.656/1998. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 211/STJ. AUSÊNCIA DE COMBATE A FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS DO ACÓRDÃO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA N. 283/STF. AUSÊNCIA DE COMANDO NORMATIVO EM DISPOSITIVO LEGAL APTO A SUSTENTAR A TESE RECURSAL. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA N. 284/STF. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - A tese relativa à declaração de inconstitucionalidade do art. 85, § 19 do Código de Processo Civil e arts. 29 a 36 da Lei n. 13.327/2016 porquanto incompatíveis com o disposto no art. 135 da Constituição da República foi apresentada apenas quando da interposição do agravo regimental, o que configura inadmissível inovação recursal. III - A questão da ausência de recibo que ateste ter havido a cobrança de honorários de instrumentador cirúrgico, embora alegada na petição inicial, não foi suscitada nas contrarrazões de apelação, sendo trazida posteriormente em sede de embargos de declaração, o que, no ponto, configura indevida inovação recursal e impede o conhecimento da insurgência, em decorrência da preclusão consumativa. IV - A ausência de enfrentamento da questão objeto da controvérsia pelo tribunal a quo, não obstante oposição de Embargos de Declaração, impede o acesso à instância especial, porquanto não preenchido o requisito constitucional do prequestionamento, nos termos da Súmula n. 211/STJ. malgrado a oposição de embargos declaratórios, o tribunal de origem não analisou, ainda que implicitamente, a aplicação dos suscitados arts. 2º da Lei n. 9.784/199 e 12, VI, da Lei n. 9.656/1998. V - A falta de combate a fundamento suficiente para manter o acórdão recorrido justifica a aplicação, por analogia, da Súmula n. 283/STF. VI - O tribunal de origem decidiu pela obrigatoriedade da cobertura dos honorários de instrumentador cirúrgico com fundamento no entendimento das Turmas daquela Corte de que os custos dos serviços prestados pelos profissionais que participam do procedimento cirúrgico devem ser integralmente cobertos pelo plano de saúde. Nas razões do Recurso Especial, tal fundamentação não foi refutada, repercutindo na inadmissibilidade do recurso. VII - A jurisprudência desta Corte considera deficiente a fundamentação do recurso quando os dispositivos apontados como violados não têm comando normativo suficiente para infirmar os fundamentos do aresto recorrido, circunstância que atrai, por analogia, a incidência do entendimento da Súmula n. 284/STF. VIII - A tese segundo a qual não haveria alteração de matéria fática a sustentar alteração da jurisprudência então consolidada no tribunal de origem, não encontra amparo nos dispositivos apontados, o que impede sua apreciação em recurso especial. IX - Não apresentação de argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. X - Em regra, descabe a imposição da multa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. XI - Agravo Interno improvido. (AgInt no REsp 1.821.061/PR, Rel. Min. REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 9/3/2020, DJe 12/3/2020). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3/STJ. OFENSA AOS ARTS. 489 E 1022, DO NOVO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. NULIDADE NA CONTRATAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA. MATÉRIA NÃO DEBATIDA NO ACÓRDÃO RECORRIDO. INOVAÇÃO RECURSAL EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. INVIABILIDADE. SUBSUNÇÃO DA CONDUTA À LEI Nº 8429/92. NECESSIDADE DEREVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO E PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. INVIABILIDADE NA VIA RECURSAL ELEITA. SÚMULA 7/STJ. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADA. FALTA DE SIMILITUDE FÁTICA. 1. Não há falar em ofensa aos arts. 489, § 1º e 1022, do novo CPC, pois o acórdão decidiu de forma suficientemente fundamentada a controvérsia colocada em discussão. Ademais, é sabido que a mera insatisfação com o conteúdo da decisão embargada não enseja a oposição de aclaratórios. 2. Não houve manifestação do Tribunal a quo quanto à contratação da pessoa jurídica Planejar Consultores Associados Ltda., tendo em vista que a matéria não foi objeto do recurso de apelação (conforme expressamente reconhecido pelo Tribunal a quo). Assim, a alegação não pode ser analisada na via recursal eleita, tendo em vista a falta de prequestionamento, bem como a ocorrência de vedada inovação recursal. 3. Foi com base no conjunto fático e probatório constante dos autos que o acórdão recorrido entendeu pela subsunção da conduta à Lei de Improbidade Administrativa, bem como pela presença de elemento subjetivo, pois "ao dispensar reiteradamente a licitação - ainda que sem dolo, mas agindo com culpa - o apelante impediu que a Administração buscasse a proposta mais vantajosa e afastou eventuais interessados na concorrência". A revisão de tais fundamentos é inviável na via recursal eleita, a teor da Súmula 7/STJ. 4. A incidência do enunciado sumular acima mencionado impede o conhecimento da divergência jurisprudencial suscitada. Além do mais, o precedente indicado como paradigma não guarda similitude fática com o caso em concreto, tendo em vista que aqui se discute a subsunção da conduta ao art. 10, da Lei de Improbidade Administrativo, enquanto ali a discussão teve como base o que dispõe o art. 11, I, do referido diploma legal. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1.679.035/MG, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 8/2/2018, DJe 27/2/2018). Poroutro lado, no tocante aos juros e correção monetária, o acórdão recorrido divergiu do entendimento desta Corte Superior no sentido de que, nas condenações judiciais previdenciárias, para a correão monetária, deve adotar o INPC como índice, a partir da vigência da Lei n. 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei n. 8.213/91, e, para os juros moratórios, devem incidir os índices da caderneta de poupança, nos moldes do art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, alterado pelo art. 5º da Lei n. 11.960/2009, a partir de sua vigência. Nesse aspecto: PROCESSUALCIVIL E PREVIDENCIÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. REQUISITOS. OCORRÊNCIA. AÇÃO ACIDENTÁRIA. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS. INPC E REMUNERAÇÃO OFICIAL DA CADERNETA DE POUPANÇA. APLICAÇÃO. 1. Os embargos de declaração têm ensejo quando há obscuridade, contradição, omissão ou erro material no julgado. 2. Hipótese em que a decisão impugnada no julgado embargado omitiu-se no exame de fundamentos relevantes expostos pela autarquia e manteve o acórdão do TJ/SP, baseando-se, equivocadamente, na repercussão geral do Supremo Tribunal Federal, que não tratou de benefício previdenciário, mas sim assistencial (RE 870.947/SE-RG). 3. A Primeira Seção do STJ, no julgamento do Tema 905/STJ, firmou a compreensão de que, em se tratando de causas previdenciárias, as condenações impostas à Fazenda Pública, para efeito de correção monetária, sujeitam-se à incidência do INPC a partir da vigência do art. 41-A da Lei n. 8.213/1991, com a redação incluída pela Lei n. 11.430/2006. 4. O INPC aplica-se na atualização monetária nas condenações de natureza previdenciária sem a limitação temporal dada pelo Tribunal de origem, ou seja, deve incidir inclusive no período posterior à entrada em vigor da Lei n. 11.960/2009, sendo certo que, para os períodos anterioresà entrada em vigor da Lei n. 11.430/2006, incidem os índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal. 5. Quanto aos juros de mora, incidem segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança (art. 1º-F da Lei n. 9.494/1997, com redação dada pela Lei n. 11.960/2009), independentementede quais sejam os períodos a que se referirem os débitos de natureza previdenciária, conforme decisão no Tema 810/STF. 6. In casu, a autarquia interpôs recurso especial em que postulou que a correção monetária observasse o INPC, a contar da Lei n. 10.741/2003, e a Taxa Referencial - TR, após a Lei n. 11.960/2009, circunstância que enseja o seu parcial acolhimento. 7. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos modificativos, para dar parcial provimento ao recurso especial. (EDcl no AgInt no REsp 1.899.493/SP, Rel. Min. GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 10/5/2021, DJe 25/5/2021). PROCESSUALCIVIL E PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO. JUROS DE MORA E ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/1997 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/2009. CONDENAÇÃO DE NATUREZA PREVIDENCIÁRIA. OBSERVÂNCIA DOS RECURSOS ESPECIAIS REPETITIVOS 1.495.146/MG, 1.495.144/RS E 1.492.221/PR. 1. A questão a ser revisitada diz respeito à incidência do art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com a redação dada pela Lei 11.960/2009, sobre a condenação imposta à Fazenda Pública previdenciária. 2. A Primeira Seção do STJ concluiu o julgamento dos Recursos Especiais submetidos ao regime dos Recursos Repetitivos, que tratam da questão relativa à aplicabilidade do art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com redação dada pela Lei 11.960/2009, em relação às condenações impostas à Fazenda Pública, independentemente de sua natureza, para fins de atualização monetária, remuneração do capital e compensação da mora - REsp 1.495.146/MG, REsp 1.495.144/RS e REsp 1.492.221/PR, todos da Relatoria do Ministro Mauro Campbell Marques. 3. Para o presente caso, isto é, condenações judiciais de natureza previdenciária, incide o INPC, para fins de correção monetária, no que se refere ao período posterior à vigência da Lei 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei 8.213/1991. No período anterior à vigência da Lei 11.430/2006, devem ser aplicados os índices previstos no Manual de Cálculos da Justiça Federal. 4. No tocante aos juros de mora, incidem segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança, consoante art. 1º-F da Lei 9.494/1997, com redação dada pela Lei 11.960/2009. 5. Recurso Especial do INSS provido. (REsp 1.864.707/SP, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/5/2020, DJe 25/6/2020). Ante o exposto, com fulcro no art. 932, III e V, do CPC/2015, c/c o art. 255, § 4º, I e III, do RISTJ, bem como na Súmula 568/STJ, conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe provimentopara determinar aos juros moratórios a aplicação dos índices segundo a remuneração oficial da caderneta de poupança, no período posterior à vigência da Lei n. 11.960/2009 e correão monetária adotando o INPC como índice, a partir da vigência da Lei n. 11.430/2006, que incluiu o art. 41-A na Lei n. 8.213/91 Publique-se. Intimem-se.