MS 26363 - DECISAO
A notificação que limitou-se a informar apenas a instauração de procedimento de revisão, fazendo referência genérica à Portaria 3.076/2019 e ao entendimento do STF no RE 817.338/DF, não indicou os fatos e fundamentos jurídicos imputados ao anistiado, violando os arts. 26 e 27 da Lei 9.784/1999 e o direito ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º, LV, CF). Por esse vício de forma e consequente comprometimento do devido processo legal, a Portaria anuladora da anistia (Portaria 1.347/05.06.2020) deve ser anulada e restabelecida a Portaria concessiva (Portaria 1.897/09.12.2002). A decisão segue a orientação da Primeira Seção nos MS 26.553/DF, 26.577/DF, 26.439/DF, 26.393/DF e 26.323/DF.
- Parties
- Impetrante: CARLOS SOUZA LIMA; Impetrada (autoridade Coatora): Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; Agravante: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 September 2021
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Decisão Concessória (concessão Da Segurança)
- Outcome
- Segurança concedida; anulada a Portaria 1.347/05.06.2020 e restabelecida a Portaria 1.897/09.12.2002; agravo interno prejudicado.
- Legal Topics
- Revisão De Anistia, Nulidade De Notificação, Ampla Defesa E Contraditório, Portarias Administrativas
Case Brief
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Parties
CARLOS SOUZA LIMA
Impetrante
Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Impetrada (autoridade Coatora)
UNIÃO
Agravante
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão Concessória (concessão Da Segurança)
Legal Issues
- 1 nulidade da notificação por ausência de indicação dos fatos e fundamentos legais
- 2 revisão administrativa de atos de anistia com fundamento na Portaria 1.104/GM-3/1964 e Portaria 3.076/2019
- 3 aplicação dos arts. 26 e 27 da Lei 9.784/1999 ao procedimento revisional
Ratio Decidendi
A notificação que limitou-se a informar apenas a instauração de procedimento de revisão, fazendo referência genérica à Portaria 3.076/2019 e ao entendimento do STF no RE 817.338/DF, não indicou os fatos e fundamentos jurídicos imputados ao anistiado, violando os arts. 26 e 27 da Lei 9.784/1999 e o direito ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º, LV, CF). Por esse vício de forma e consequente comprometimento do devido processo legal, a Portaria anuladora da anistia (Portaria 1.347/05.06.2020) deve ser anulada e restabelecida a Portaria concessiva (Portaria 1.897/09.12.2002). A decisão segue a orientação da Primeira Seção nos MS 26.553/DF, 26.577/DF, 26.439/DF, 26.393/DF e 26.323/DF.
Court Disposition
Segurança concedida; anulada a Portaria 1.347/05.06.2020 e restabelecida a Portaria 1.897/09.12.2002; agravo interno prejudicado.
Orders
- Anular a Portaria 1.347, de 05.06.2020, da Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
- Restabelecer a Portaria 1.897, de 09.12.2002
Full Case Text
Judgment text and source record
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