MS 26339 - DECISAO

MS 26339 - DECISAO

A notificação dirigida ao impetrante revelou vício de forma por não especificar os fatos e fundamentos de que deveria se defender, em desacordo com o art.26, §1º, VI, da Lei n.9.784/1999, o que comprometeu o exercício do contraditório e da ampla defesa; tal nulidade contaminou os atos subsequentes, justificando a anulação da Notificação n.1.777/2020 e de todos os atos dela decorrentes, inclusive a Portaria MMFDH n.1.495/2020, e o imediato restabelecimento da Portaria MJ n.3.722/2004, permanecendo à Administração o direito de prosseguir o procedimento observando o devido processo legal.

Parties
Impetrante: Wilson de Souza Fontes; Autoridade Impetrada: Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; Interessada: União
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
17 August 2021
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Decisão De Mérito
Outcome
ordem concedida
Legal Topics
Revisão De Anistia, Anulação De Ato Administrativo, Contraditório E Ampla Defesa, Notificação Administrativa, Autotutela Administrativa

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 10 Party arguments 2 Amounts and remedies 3
Sign in to unlock

Parties

Wilson de Souza Fontes

Impetrante

Ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

Autoridade Impetrada

União

Interessada

Procedural Posture

Mandado De Segurança / Decisão De Mérito

  1. 1 validez da notificação no procedimento administrativo de revisão de anistia
  2. 2 cerceamento de defesa pela vedação à produção de provas
  3. 3 observância do devido processo legal (art.5º, LIV e LV, CF)

Ratio Decidendi

A notificação dirigida ao impetrante revelou vício de forma por não especificar os fatos e fundamentos de que deveria se defender, em desacordo com o art.26, §1º, VI, da Lei n.9.784/1999, o que comprometeu o exercício do contraditório e da ampla defesa; tal nulidade contaminou os atos subsequentes, justificando a anulação da Notificação n.1.777/2020 e de todos os atos dela decorrentes, inclusive a Portaria MMFDH n.1.495/2020, e o imediato restabelecimento da Portaria MJ n.3.722/2004, permanecendo à Administração o direito de prosseguir o procedimento observando o devido processo legal.

Court Disposition

ordem concedida

Orders

  • Anular a Notificação n.1.777/2020/DGTI/CCP/CGP/CA e todos os atos que se lhe seguiram no Processo n.2004.01.46097
  • Anular a Portaria MMFDH n.1.495, de 5 de junho de 2020