AREsp 2992973 - DECISAO
O agravo não merece provimento porque a Corte estadual, com base no exame do conjunto probatório, concluiu que a prova documental era suficiente para aferir a questão dos juros; a pretensão de produzir prova pericial implicaria reexame do acervo fático-probatório, vedado pela Súmula n. 7 do STJ; quanto à limitação...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: CREFISA S.A. -CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS; Recorrida: Parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Agravo Em Recurso Especial (negado Provimento)
- Outcome
- Negado provimento ao agravo em recurso especial; pedido de concessão de efeito suspensivo prejudicado.
- Legal Topics
- Revisão De Contrato Bancário, Juros Remuneratórios, Repetição Do Indébito, Cerceamento De Defesa, Prova Pericial, Súmulas 7 E 83 Do STJ, Efeito Suspensivo
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
CREFISA S.A. -CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
Agravante
Parte autora
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Agravo Em Recurso Especial (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 ocorreu cerceamento de defesa pela não realização de prova pericial?
- 2 a sentença foi devidamente fundamentada?
- 3 é justificável a oposição ao julgamento virtual?
Ratio Decidendi
O agravo não merece provimento porque a Corte estadual, com base no exame do conjunto probatório, concluiu que a prova documental era suficiente para aferir a questão dos juros; a pretensão de produzir prova pericial implicaria reexame do acervo fático-probatório, vedado pela Súmula n. 7 do STJ; quanto à limitação dos juros, o Tribunal de origem examinou as peculiaridades do caso e fundamentou a conclusão de abusividade, aplicação que encontra óbice à revisão pelo STJ nos termos da Súmula n. 83; por fim, o pedido de efeito suspensivo mostrou-se prejudicado diante da manifestação superveniente do órgão julgador.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo em recurso especial; pedido de concessão de efeito suspensivo prejudicado.
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Julgo prejudicado o pedido de concessão de efeito suspensivo.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por CREFISA S.A. -CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento nas Súmulas n. 7 e 83 do STJ. A agravante alega que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos. O recurso especial, fundado no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, foi interposto contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina em apelação nos autos de ação revisional de contrato bancário. O julgado foi assim ementado (fls. 883-884): DIREITO COMERCIAL. APELAÇÃO CÍVEL. REVISÃO CONTRATUAL. JUROS REMUNERATÓRIOS. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. I. CASO EM EXAME TRATA-SE DE APELAÇÃO INTERPOSTA CONTRA SENTENÇA QUE JULGOU PROCEDENTE A AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATOS DE EMPRÉSTIMO PESSOAL, DETERMINANDO A REDUÇÃO DOS JUROS PACTUADOS PARA A TAXA MÉDIA ESTABELECIDA PELO BACEN E A RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR PELA AUTORA. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO A QUESTÃO EM DISCUSSÃO CONSISTE EM: (I) SABER SE HOUVE CERCEAMENTO DE DEFESA PELA NÃO REALIZAÇÃO DE PROVA PERICIAL REQUERIDA PELA APELANTE CREFISA; (II) SABER SE A SENTENÇA FOI FUNDAMENTADA; (III) DEFINIR SE É JUSTIFICÁVEL A OPOSIÇÃO AO JULGAMENTO VIRTUAL; (IV) SABER SE AS TAXAS DE JUROS REMUNERATÓRIOS APLICADAS NOS CONTRATOS SÃO ABUSIVAS E A SÉRIE TEMPORAL ADEQUADA. III. RAZÕES DE DECIDIR QUANTO AO CERCEAMENTO DE DEFESA, VERIFICA-SE QUE A OBSERVÂNCIA DAS TAXAS CONTRATADAS E AS DEFINIDAS PELO BANCO CENTRAL SÃO DE SIMPLES VERIFICAÇÃO DOCUMENTAL, NÃO HAVENDO NECESSIDADE DE PRODUÇÃO DE OUTRAS PROVAS. EM RELAÇÃO À OPOSIÇÃO AO JULGAMENTO VIRTUAL, O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA JÁ DECIDIU QUE O JULGAMENTO VIRTUAL DO RECURSO ESTÁ DE ACORDO COM OS PRINCÍPIOS DA COLEGIALIDADE, DA ADEQUADA DURAÇÃO DO PROCESSO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, NÃO ACARRETANDO, POR SI SÓ, QUALQUER NULIDADE. SOBRE A ALEGADA NULIDADE DA SENTENÇA POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO, A DECISÃO POSSUI FUNDAMENTAÇÃO COMPLETA E SUFICIENTE RELACIONADA AO LITÍGIO, NA MEDIDA EM QUE FORAM ELUCIDADAS AS QUESTÕES TRAZIDAS POR AMBAS AS PARTES COM BASE NO CONJUNTO PROBATÓRIO COLIGIDO AO CADERNO PROCESSUAL. A SÉRIE PARA COMPOSIÇÃO DE DÍVIDAS NÃO SE APLICA AO CONTRATO DE REFINANCIAMENTO NO CASO CONCRETO, POIS NÃO ENVOLVE MODALIDADE DE EMPRÉSTIMO DISTINTA. EM RELAÇÃO ÀS TAXAS DE JUROS REMUNERATÓRIOS, É PERMITIDA A ESTIPULAÇÃO DE JUROS SUPERIORES À MÉDIA DE MERCADO QUANDO JUSTIFICADA PELAS PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO, CONFORME ENTENDIMENTO DO STJ. NO CASO, AS TAXAS PACTUADAS EXCEDEM SUBSTANCIALMENTE A MÉDIA DE MERCADO, CONFIGURANDO ABUSIVIDADE. SOBRE A REPETIÇÃO DO INDÉBITO, A RESTITUIÇÃO DEVE SER FEITA DE FORMA SIMPLES, CONFORME ENTENDIMENTO DO STJ, PARA EVITAR O ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DO CREDOR. IV. DISPOSITIVO E TESE RECURSO DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA CONHECIDO E DESPROVIDO. APELO DA PARTE AUTORA CONHECIDO E DESPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. TESE DE JULGAMENTO: "1. NÃO HÁ CERCEAMENTO DE DEFESA QUANDO A PROVA DOCUMENTAL É SUFICIENTE PARA A FORMAÇÃO DO CONVENCIMENTO DO JUIZ. 2. O JULGAMENTO VIRTUAL DO RECURSO ESTÁ DE ACORDO COM OS PRINCÍPIOS DA COLEGIALIDADE, DA ADEQUADA DURAÇÃO DO PROCESSO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. 3. A DECISÃO JUDICIAL QUE EXAMINA SUFICIENTEMENTE AS QUESTÕES PROPOSTAS NÃO É OMISSA NEM CARECE DE FUNDAMENTAÇÃO. 4. A SÉRIE PARA COMPOSIÇÃO DE DÍVIDAS NÃO SE APLICA AO CONTRATO DE REFINANCIAMENTO NO CASO CONCRETO. 5. TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS FOI FIXADA EM PERCENTUAL QUE SUPERA SUBSTANCIALMENTE A MÉDIA PRATICADA PELO MERCADO À ÉPOCA DA CONTRATAÇÃO. OBSERVÂNCIA DOS PARÂMETROS ESTABELECIDOS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NO RESP 1.821.182/RS. CASO CONCRETO QUE JUSTIFICA A LIMITAÇÃO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. 6. A REPETIÇÃO DO INDÉBITO DEVE SER FEITA DE FORMA SIMPLES PARA EVITAR O ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA DO CREDOR." DISPOSITIVOS RELEVANTES CITADOS: ART. 5º, LXVIII E ART. 93, IX, AMBOS DA CF/88; ART. 11, CAPUT, ART. 371, ART. 405, ART. 406, ART. 407, ART. 434, ART. 489, § 1º, IV E VI, ART. 85, §§ 2º, 8º E 11, TODOS DO CPC/2015; ART. 161, § 1º, ART. 369, ART. 389, PARÁGRAFO ÚNICO, ART. 405 E ART. 406, TODOS DO CC; DECRETO 22.626/1933 (LEI DE USURA). JURISPRUDÊNCIA RELEVANTE CITADA: RESP 1.061.530/RS, REL. MINISTRA NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, J. 22/10/2008, DJE DE 10/3/2009, RESP 1.821.182/RS, REL. MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, J. 23/6/2022, DJE DE 29/6/2022, AGINT NO RESP 1.936.636/SP, REL. MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, J. 21/8/2023, DJE DE 23/8/2023; AGINT NO ARESP 2.263.229/MG, REL. MINISTRO MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, J. 20/5/2024, DJE DE 22/5/2024; AGINT NO ARESP 2.509.992/RS, REL. MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, J. 13/5/2024, DJE DE 15/5/2024, STJ. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso especial, a parte recorrente aponta violação dos seguintes artigos: a) 355, I e II, e 356, I e II, do CPC, porque houve cerceamento de defesa ao não se permitir a produção de prova pericial para demonstrar o perfil de risco do cliente, tendo em vista as particularidades da operação de crédito concedido à parte autora; e b) 421 do Código Civil, visto que a liberdade contratual deve ser exercida nos limites da função social do contrato, sendo a revisão contratual uma exceção, razão pela qual deve ser utilizada apenas em casos de comprovação de abusividade, o que não ocorreu no caso concreto. Sustenta que o Tribunal de origem contrariou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça ao decidir pela limitação dos juros remuneratórios com base na taxa média de mercado, sem considerar as peculiaridades do caso concreto, conforme entendimento consolidado no REsp n. 1.821.182/RS. Pleiteia a atribuição de efeito suspensivo ao recurso especial para que seja evitada a prática de atos executórios, ao argumento de que a pretensão recursal é plausível e de qu e a imediata produção de efeitos da decisão recorrida representa risco de prejuízo de difícil reparação. Requer o provimento do recurso para que se afaste a limitação dos juros remuneratórios e se restabeleça a taxa ajustada pelas partes no contrato de empréstimo, bem como se determine a realização de prova pericial contábil para verificar a abusividade da taxa de juros. Contrarrazões não foram apresentadas. É o relatório. Decido. O recurso não merece prosperar. A controvérsia diz respeito a ação de revisão de contrato bancário em que o valor da causa foi fixado em R$ 4.342,59. A controvérsia está assentada na forma de aferição da abusividade dos juros remuneratórios . I - Arts. 355, I e II, e 356, I e II, do CPC A agravante afirma que houve cerceamento de defesa ao não se permitir a produção de prova pericial para demonstrar o perfil de risco do cliente, tendo em vista as particularidades da operação de crédito concedido à parte autora. A Corte estadual concluiu que as alegações controvertidas nos presentes autos encontram-se amparadas apenas pela prova documental, não tendo a prova pericial o condão de trazer esclarecimentos relevantes para seu deslinde. Deveria, portanto, a instituição financeira, quando da apresentação da defesa, ter demonstrado cabalmente que, para a incidência da taxa de juros nesse patamar, tivesse se valido, no caso em concreto, de análise objetiva de risco de crédito da operação e do perfil do tomador. Observe-se (fl. 879): In casu, a ré/Apelante afirma que houve cerceamento do seu direito de defesa, sob o argumento de que não foi oportunizada a produção da imprescindível prova pericial, tampouco a prova documental suplementar ou a oitiva da parte apelada. Ora, no presente caso a observância das taxas contratadas e as definidas pelo Banco Central são de simples verificação, de modo que não há se falar em produção de outras provas. Dessa forma, com razão, o Magistrado de Primeiro Grau entendeu pela desnecessidade de dilação probatória, razão pela qual "Não há falar em cerceamento de defesa quando o magistrado colhe dos autos elementos suficientes para formação do seu convencimento, de modo que cabe exclusivamente a ele decidir a necessidade de maior dilação probatória, ante o princípio da persuasão racional (TJSC, AC n. 2007.060967-2, rel. Des. FERNANDO CARIONI, j. 19/02/08)" (Apelação Cível n. 2009.026676-0, de Joinville, rel. Des. CARLOS ADILSON SILVA, j. em 23/09/2011). Nesse contexto, assim como minuciosamente analisado pelo Magistrado a quo, tenho que não há se falar em dilação probatória e/ou cerceamento do direito de defesa. Assim, para alterar o entendimento do aresto impugnado sobre a suficiência dos documentos juntados aos autos para esclarecimento das questões fáticas, seria imprescindível a incursão no acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula n. 7 do STJ. A propósito: AgInt no AREsp n. 2.437.350/RS, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 30/11/2023. II - Art. 421 do CC No recurso especial, a parte agravante alega que a liberdade contratual deve ser exercida nos limites da função social do contrato, sendo a revisão contratual uma exceção, razão pela qual deve ser utilizada apenas em casos de comprovação de abusividade, o que não ocorreu no caso concreto. Afirma que o Tribunal de origem utilizou a taxa média de mercado como único parâmetro para aferir a abusividade dos juros remuneratórios, sem considerar as peculiaridades do caso concreto, contrariando a jurisprudência do STJ. Considerando o entendimento firmado no julgamento do Recurso Especial n. 1.061.530/RS, as Turmas da Segunda Seção do STJ já esclareceram que a limitação da taxa de juros, com base apenas no fato de estar acima da taxa média de mercado, não encontra respaldo na jurisprudência desta Corte, uma vez que devem ser observados diversos fatores para a revisão da taxa de juros, tais como o custo de captação dos recursos, o spread da operação, a análise de risco de crédito do contratante, ponderando-se a caracterização da relação de consumo e eventual desvantagem exagerada do consumidor. A Corte de origem, soberana na análise do arcabouço fático-probatório dos autos, não se limitou a afirmar que a taxa de juros remuneratórios fora pactuada acima da taxa média de mercado estipulada pelo Bacen. Além disso, caberia à parte ré o ônus de demonstrar a ocorrência de fatos modificativos, impeditivos ou extintivos do direito da parte autora. A propósito: AgInt no AREsp n. 2.391.820/GO, de minha relatoria, Quarta Turma, julgado em 9/9/2024, DJe de 12/9/2024. Assim, adotando a jurisprudência do STJ, o Tribunal de origem concluiu pela abusividade dos juros remuneratórios previstos contratualmente, considerando a análise das peculiaridades do caso concreto, razão pela qual os limitou à taxa média de mercado estabelecida pelo Bacen. É caso, pois, de aplicação da Súmula n. 83 do STJ. Ademais, para decidir em sentido contrário e verificar os fatores acima apontados acerca das peculiaridades do caso concreto quanto aos juros pactuados, seria necessário reexaminar o instrumento contratual e o conjunto fático-probatório dos autos, procedimento vedado na via do recurso especial (Súmulas n. 5 e 7 do STJ). Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 2.437.350/RS, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 30/11/2023. III - Divergência jurisprudencial Quanto ao apontado dissídio, ressalte-se que a incidência das Súmulas n. 5, 7 e 83 do STJ no tocante à interposição pela alínea a do permissivo constitucional impede o conhecimento do recurso especial pela divergência jurisprudencial sobre a mesma questão. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.898.375/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 27/6/2022, DJe de 30/6/2022; AgInt no AREsp n. 1.866.385/DF, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 16/5/2022, DJe de 18/5/2022; AgInt no AREsp n. 1.611.756/GO, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 29/8/2022, DJe de 1º/9/2022; AgInt no AREsp n. 1.724.656/DF, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 22/8/2022, DJe de 24/8/2022; e AgInt no REsp n. 1.503.880/PE, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 27/2/2018, DJe de 8/3/2018. IV - Pedido de concessão de efeito suspensivo Conforme entendimento do STJ, "havendo manifestação superveniente do órgão julgador sobre o tema, não subsiste o pedido de tutela provisória que pretendia conceder efeito suspensivo ao recurso já julgado" (AgInt no AREsp n. 2.298.991/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 4/9/2023, DJe de 6/9/2023). V - Conclusão Ante o exposto, nego provimento ao agravo em recur so especial. Julgo prejudicado o pedido de concessão de efeito suspensivo. Nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, majoro, em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, os honorários advocatícios em desfavor da parte ora agravante, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos no § 2º do referido artigo e ressalvada eventual concessão de gratuidade de justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA