AREsp 2924269 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem fundamentadamente concluiu pela abusividade da taxa de juros contratada em comparação com a média de mercado divulgada pelo Banco Central, sem elementos que justificassem a discrepância, ônus esse da instituição financeira (art. 373, II, CPC); o exame contrário exigiria reavaliação fática-probatória vedada pela Súmula 7 do STJ; os embargos de declaração foram considerados manifestamente protelatórios, impondo-se a multa de 2% prevista no art. 1.026, §2º, do CPC; o pedido de condenação por litigância de má-fé foi rejeitado por ausência de demonstração de conduta maliciosa; e foram majorados os honorários em 20% nos termos do art....
- Parties
- Recorrente: instituição financeira; Recorrido: consumidor
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos / Decisão Final Do Agravo" (inadmissão Do Recurso Especial Combatida)
- Outcome
- Nego provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Revisional De Contrato, Juros Remuneratórios, Abusividade Contratual, Admissibilidade De Recurso Especial, Multa Por Embargos De Declaração (art. 1.026 Cpc), Honorários Advocatícios (art. 85, §11 Cpc), Súmula 7 Do STJ
Case Brief
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Parties
instituição financeira
Recorrente
consumidor
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos / Decisão Final Do Agravo" (inadmissão Do Recurso Especial Combatida)
Legal Issues
- 1 abusividade dos juros remuneratórios e possibilidade de revisão contratual
- 2 ônus da prova quanto à excepcionalidade de taxa superior à média de mercado (art. 373, II, CPC)
- 3 uso da taxa média de mercado do Bacen como referencial
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem fundamentadamente concluiu pela abusividade da taxa de juros contratada em comparação com a média de mercado divulgada pelo Banco Central, sem elementos que justificassem a discrepância, ônus esse da instituição financeira (art. 373, II, CPC); o exame contrário exigiria reavaliação fática-probatória vedada pela Súmula 7 do STJ; os embargos de declaração foram considerados manifestamente protelatórios, impondo-se a multa de 2% prevista no art. 1.026, §2º, do CPC; o pedido de condenação por litigância de má-fé foi rejeitado por ausência de demonstração de conduta maliciosa; e foram majorados os honorários em 20% nos termos do art....
Court Disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Condeno a parte embargante ao pagamento de multa de 2% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.026, §2º, do CPC.
Full Case Text
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