AREsp 2800628 - DECISAO
A jurisprudência do STJ estabelece que a taxa média do Bacen é referencial útil, mas não um teto; a abusividade deve ser demonstrada segundo as peculiaridades do caso. No presente feito, o Tribunal de origem limitou a taxa contratada diante da manifesta diferença entre a taxa pactuada (22% ao mês/987,22% ao ano) e a...
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- Parties
- Demandada/agravante: instituição financeira demandada; Autora/recorrida: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão: Agravo Negado Provimento
- Outcome
- agravo não provido
- Legal Topics
- Revisional De Contrato Bancário, Juros Remuneratórios, Taxa Média De Mercado, Repetição De Indébito, Honorários Sucumbenciais, Embargos De Declaração, Súmulas 5 E 7 Do STJ
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Parties
instituição financeira demandada
Demandada/agravante
parte autora
Autora/recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão: Agravo Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Se a taxa média de mercado apurada pelo Bacen pode, por si só, caracterizar abusividade da taxa contratada
- 2 Possibilidade de revisão da taxa de juros remuneratórios em razão de onerosidade excessiva
- 3 Aplicabilidade da repetição de indébito e sua forma (simples ou em dobro)
Ratio Decidendi
A jurisprudência do STJ estabelece que a taxa média do Bacen é referencial útil, mas não um teto; a abusividade deve ser demonstrada segundo as peculiaridades do caso. No presente feito, o Tribunal de origem limitou a taxa contratada diante da manifesta diferença entre a taxa pactuada (22% ao mês/987,22% ao ano) e a taxa média de mercado divulgada pelo Bacen (5,23% ao mês/84,45% ao ano), evidenciando onerosidade excessiva; assim, negou-se provimento ao agravo por demandar reexame fático-probatório vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ, e procedeu-se à majoração dos honorários na forma do art.85, §11 do CPC/2015.
Court Disposition
agravo não provido
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Majoro em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015.
Full Case Text
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DECISÃO Trata-se de agravo manifestado contra decisão que negou seguimento a recurso especial, no qual se alega violação do art. 421 do Código Civil, além de dissídio jurisprudencial. O acórdão recorrido está retratado na seguinte ementa (fls. 407/408): APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO AJUIZADA NA VIGÊNCIA DO CPC/2015. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA QUE LIMITA A TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS CONTRATADA À RESPECTIVA MÉDIA DE MERCADO PRATICADA AO TEMPO DA CONTRATAÇÃO, DETERMINANDO A REPETIÇÃO DE INDÉBITO/COMPENSAÇÃO, NA FORMA SIMPLES, DE EVENTUAIS VALORES COBRADOS A MAIOR DA PARTE AUTORA, E CONDENANDO, NO MAIS, A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA AO PAGAMENTO DA INTEGRALIDADE DOS ÔNUS SUCUMBENCIAIS. INCONFORMISMO DE AMBAS AS PARTES. 1. RECURSO DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DEMANDADA 1.1. REVISÃO DE CONTRATO. POSSIBILIDADE DE AS CLÁUSULAS CONTRATUAIS REPUTADAS ILEGAIS SEREM OBJETO DE REVISÃO. NECESSIDADE DE VERIFICAÇÃO CONCRETA DAS CLÁUSULAS IMPUGNADAS. 1.2. TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS. AUSÊNCIA DE LIMITAÇÃO LEGAL À TAXA CONTRATADA. TAXA MÉDIA QUE NÃO CONSTITUI UM TETO, MAS, SIM, UM PARÂMETRO DE COMPARAÇÃO PARA AFERIR A ABUSIVIDADE DE TAXAS QUE COM ELA SE DISTANCIEM DE FORMA IRRAZOÁVEL, HIPÓTESE EM QUE AUTORIZADA A INTERVENÇÃO JUDICIAL PARA O FIM DE REDUÇÃO DA TAXA PACTUADA. TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS CONTRATADA QUE, NO CASO CONCRETO, ULTRAPASSA DEMASIADAMENTE A MÉDIA PRATICADA PELO MERCADO EM OPERAÇÕES DA MESMA NATUREZA NO PERÍODO DE CONTRATAÇÃO. ONEROSIDADE EXCESSIVA VERIFICADA. CONTEXTO EM QUE O ÍNDICE CONTRATADO DEVE SER LIMITADO À PRÓPRIA MÉDIA DE MERCADO DIVULGADA PELO BACEN PARA O RESPECTIVO PERÍODO. PRECEDENTES DA CORTE SUPERIOR E DESTE TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECURSO DESPROVIDO NO PONTO.. 1.3. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. REVISÃO DA TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS PACTUADA QUE, INDICANDO A EXISTÊNCIA DE VALORES COBRADOS A MAIOR PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA, CULMINA NO DEVER DA CASA BANCÁRIA DEVOLVER À AUTORA AQUILO QUE COBRADO INDEVIDAMENTE, AUTORIZADA A COMPENSAÇÃO COM DÉBITOS PENDENTES DA DEMANDANTE. RECURSO DESPROVIDO NO PONTO. 2. RECURSO DA AUTORA 2.1. REPETIÇÃO DE INDÉBITO EM DOBRO. REVISÃO DE ENCARGOS CONTRATUAIS SUJEITOS À INTERPRETAÇÃO JUDICIAL QUE NÃO ENSEJA A APLICAÇÃO DO ARTIGO 42, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CDC. MANUTENÇÃO DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO NA FORMA SIMPLES. RECURSO DESPROVIDO NESTE PONTO. 2.2. PRETENSÃO DE DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA. INVIABILIDADE. PARTE AUTORA QUE NÃO DEMONSTROU O DEPÓSITO DA QUANTIA INCONTROVERSA. REQUISITO PARA DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA QUE OBSERVA AS DIRETRIZES DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E TAMBÉM DA SÚMULA N. 66 DESTA CORTE. RECURSO DESPROVIDO TAMBÉM NESSE PONTO. A cobrança abusiva de encargos no período da normalidade contratual (juros remuneratórios e capitalização) não basta para a descaracterização da mora quando não efetuado o depósito da parte incontroversa do débito" (Súmula n. 66, TJSC). 2.2. PRETENSÃO DE MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS FIXADOS EM PRIMEIRO GRAU. SUBSISTÊNCIA PARCIAL. SENTENÇA PROFERIDA APÓS A INCLUSÃO DO § 8º-A AO ARTIGO 85 DO CPC/2015. NOVA SISTEMÁTICA DE HONORÁRIOS, DEFINIDA PELA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL, QUE OBRIGA O JUÍZO A COMPARAR O VALOR DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS DECORRENTES DA APLICAÇÃO DA REGRA PERCENTUAL DO ARTIGO 85, § 2º, DO DIPLOMA PROCESSUAL CIVIL, COM O PAGAMENTO MÍNIMO PARA O PROCEDIMENTO ESTIPULADO PELA TABELA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, ADOTANDO O QUE FOR MAIOR. TABELA DA OAB/SC QUE ESTIPULA EM R$ 4.000,00 (QUATRO MIL REAIS) A REMUNERAÇÃO DO ADVOGADO PARA AÇÕES DA ESPÉCIE. PARTE AUTORA QUE, CONQUANTO NÃO TENHA SIDO CONDENADA EM HONORÁRIOS, NA ORIGEM, SUCUMBIU EM PARTE DOS PEDIDOS. QUANTIA FIXADA NA TABELA DA OAB QUE, MESMO QUE CONSIDERADA PELA METADE, AINDA ULTRAPASSA AQUELA OBTIDA COM BASE NO CRITÉRIO DE PERCENTUAL DO VALOR DA CAUSA (ARTIGO 85, § 2º, DO CPC/2015) DEFINIDO PELO JUÍZO DE ORIGEM, DEVENDO, POR ISTO, SER ADOTADA PARA O CASO. NECESSÁRIA MAJORAÇÃO DA VERBA A QUE CONDENADA A CASA BANCÁRIA A TÍTULO DE HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS, OBSERVANDO O EQUIVALENTE A METADE DO VALOR FIXADO NA TABELA DA OAB/SC (R$ 2.000,00), JÁ CONTABILIZADA A VERBA DE SUCUMBÊNCIA RECURSAL DEVIDA PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DEMANDADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO NO PONTO. RECURSO DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DEMANDADA CONHECIDO E DESPROVIDO. RECURSO DA AUTORA CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. Foram opostos embargos de declaração, que ficaram retratados na seguinte ementa (fl. 466): EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL. DECISÃO COLEGIADA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECURSO DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DEMANDADA, E DEU PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO INTERPOSTO PELA PARTE AUTORA, PARA O FIM DE MAJORAR OS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS A QUE CONDENADA A CASA BANCÁRIA EM PRIMEIRO GRAU. ACLARATÓRIOS OPOSTOS PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DEMANDADA. EMBARGANTE QUE NÃO APONTA OU MENCIONA OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO, OU ERRO MATERIAL NO JULGADO EMBARGADO, APENAS PRETENDENDO A REANÁLISE ACERCA DO CRITÉRIO DE ARBITRAMENTO E DO VALOR DOS HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS ARBITRADOS. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO, EM SEDE DE ACLARATÓRIOS, DE MATÉRIA JÁ ANALISADA QUANDO AUSENTE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL A SEREM SUPRIDOS. CASO DOS AUTOS QUE NÃO É CONTEMPLADO DENTRE AS HIPÓTESES DE OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Os embargos declaratórios só podem ser usados com a finalidade precípua de esclarecer obscuridades e contradições ou sanar omissão existente no julgado, como determina o legislador no art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015. Não constituem meio processual adequado para provocar o órgão julgador a que renove ou reforce a fundamentação já exposta no acórdão atacado, sendo desnecessário que mencione dispositivos legais ou constitucionais para mero efeito de prequestionamento. RECURSO NÃO CONHECIDO. Sustenta a parte agravante que é indevido o reconhecimento de abusividade de taxa de juros remuneratórios apenas tendo como base a taxa média praticada no mercado. Assim posta a questão, passo a decidir. Quanto à questão dos juros remuneratórios, destaco que a atual jurisprudência do STJ firmou o entendimento de que a taxa média de mercado apurada pelo Banco Central do Brasil para cada segmento de crédito é referencial útil para o controle da abusividade, mas o simples fato de a taxa efetiva cobrada no contrato estar acima da taxa média de mercado não significa, por si só, abuso. Ao contrário, a média de mercado não pode ser considerada o limite, justamente porque é média; incorpora as menores e maiores taxas praticadas pelo mercado, em operações de diferentes níveis de risco. O caráter abusivo da taxa de juros contratada haverá de ser demonstrado de acordo com as peculiaridades de cada caso concreto, levando-se em consideração circunstâncias como o custo da captação dos recursos no local e época do contrato, a análise do perfil de risco de crédito do tomador e o spread da operação. A propósito, confira-se: AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS CONTRATADA. ABUSIVIDADE. AUSÊNCIA. ORIENTAÇÃO FIRMADA NO RESP N. 1.061.530/RS. 1. De acordo com a orientação adotada no julgamento do REsp. 1.061.530/RS, sob o rito do art. 543-C do CPC/73, "é admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações excepcionais, desde que caracterizada a relação de consumo e que a abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada - art. 51, § 1º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante as peculiaridades do julgamento em concreto." 2. Prevaleceu o entendimento de que a taxa média de mercado apurada pelo Banco Central para cada segmento de crédito é referencial útil para o controle da abusividade, mas o simples fato de a taxa efetiva cobrada no contrato estar acima da taxa média de mercado não significa, por si só, abuso. Ao contrário, a média de mercado não pode ser considerada o limite, justamente porque é média; incorpora as menores e maiores taxas praticadas pelo mercado, em operações de diferentes níveis de risco. Foi expressamente rejeitada a possibilidade de o Poder Judiciário estabelecer aprioristicamente um teto para taxa de juros, adotando como parâmetro máximo o dobro ou qualquer outro percentual em relação à taxa média. 3. O caráter abusivo da taxa de juros contratada haverá de ser demonstrado de acordo com as peculiaridades de cada caso concreto, levando-se em consideração circunstâncias como o custo da captação dos recursos no local e época do contrato, a análise do perfil de risco de crédito do tomador e o spread da operação. 4. A redução da taxa de juros contratada pelo Tribunal de origem, somente pelo fato de estar acima da média de mercado, em atenção às supostas "circunstâncias da causa" não descritas, e sequer referidas no acórdão - apenas cotejando, de um lado, a taxa contratada e, de outro, o limite aprioristicamente adotado pela Câmara em relação à taxa média divulgada pelo Bacen - está em confronto com a orientação firmada no REsp. 1.061.530/RS. 5. Hipótese, ademais, em que as parcelas foram prefixadas, tendo o autor tido conhecimento, no momento da assinatura do contrato, do quanto pagaria do início ao fim da relação negocial. 6. Agravo interno provido. (AgInt no AREsp n. 1.522.043/RS, relator Ministro Marco Buzzi, relatora para acórdão Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 17.11.2020, DJe de 10.3.2021.) Nesse contexto, registro que esta Corte Superior entende que é possível proceder à revisão da taxa de juros remuneratórios, quando caracterizada a relação de consumo e o caráter abusivo ficar devidamente demonstrado, conforme as peculiaridades do caso concreto. Na situação dos autos, observo que a Corte de origem manteve a limitação dos juros remuneratórios no contrato de empréstimo pessoal, o qual tem como modalidade de pagamento o desconto em conta corrente, considerando as peculiaridades do caso concreto, e em razão da diferença significativa entre a taxa pactuada e a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central do Brasil, conforme se observa dos seguintes trechos (fls. 415/416): (..) Com efeito, é de se considerar, no caso concreto, a natureza de crédito de empréstimo pessoal, e sem a fixação de garantias, além da demandada ofertar crédito de maneira facilitada a seus clientes, não possuindo o mesmo porte de grandes instituições financeiras, a apontar que o custo de captação e de suas operações é proporcionalmente maior que de instituições financeiras já mais consolidadas e detentoras de fatias mais representativas de mercado, e especialmente que de grandes bancos, concorrentes aos quais a parte autora tinha livre acesso na busca por seu crédito. Nesse contexto, levando em conta tais características do caso concreto, é de se admitir como não abusiva e dentro de uma margem razoável de tolerância, índice de juros remuneratórios que supere em até uma vez a respectiva média de mercado divulgada pelo Banco Central para operações da mesma natureza ao tempo da contratação. Aliás, em que pese se utilize de patamar acima da taxa média para se aferir a abusividade da taxa contratada, uma vez verificada tal irregularidade, a limitação se dá pela própria média de mercado, conforme já citada jurisprudência tanto da Corte Superior, ao contrário do que pretende a parte recorrente. Partindo de tal premissa, e adentrando no caso concreto, tem-se, que, com relação ao contrato objeto dos autos (n. 033220020998 - Evento 1 - CONTR6 dos autos de origem), firmado em 2-2-2021, e no qual pactuada taxa de juros remuneratórios de 22,00% ao mês e 987,22% ao ano, constata-se que o índice mencionado supera em bem mais de 100% a respectiva taxa média divulgadada pelo Bacen, equivalente a 5,23% ao mês e 84,45% ao ano para operações da mesma natureza firmadas ao tempo da contratação (séries temporais 25464 e 20742 - Taxas médias mensal e anual de juros das operações de crédito com recursos livres - Pessoas físicas - Crédito pessoal não consignado), o que eviencia a excessiva onerosidade da taxa contratada. Daí porque, em relação ao presente tópico, é de se negar provimento ao recurso. (..) Dessa forma, anoto que rever a conclusão da Corte local, a qual manteve a limitação da taxa de juros remuneratórios contratada, em razão da manifesta abusividade da taxa pactuada no contrato em questão, diante da diferença significativa entre a taxa fixada no contrato e a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central do Brasil, demandaria o reexame contratual e fático dos autos, situação vedada pelos óbices das Súmulas n. 5 e 7 do STJ. Em face do exposto, nego provimento ao agravo em recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/15, majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, observados os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º do mesmo artigo. Intimem-se. EMENTA