AREsp 2755336 - DECISAO
Conhecido o agravo, negou-se provimento ao recurso especial porque a circunstância de a taxa de juros remuneratórios exceder a taxa média de mercado não implica, por si só, abusividade; é necessária demonstração casuística da natureza abusiva. No caso, o Tribunal de origem verificou discrepância significativa entre a taxa pactuada e a média e concluiu que a instituição financeira não se desincumbiu do ônus probatório de justificar a manutenção das taxas, além de não haver cerceamento por indeferimento de perícia diante da suficiência do acervo probatório (art. 355 e 370 do CPC). Ademais, não se majoraram honorários por já atingir o limite do art. 85, § 2º, do CPC/2015.
- Parties
- Agravante: CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interposto Contra Decisão De Inadmissibilidade De Recurso Especial / Decisão Em Agravo No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Revisional De Contratos, Juros Remuneratórios, Abusividade, Prova Pericial Contábil, Ônus Da Prova, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interposto Contra Decisão De Inadmissibilidade De Recurso Especial / Decisão Em Agravo No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 se a taxa média divulgada pelo Banco Central constitui parâmetro absoluto para revisão contratual
- 2 se a simples extrapolação da taxa média do mercado configura, por si só, cobrança abusiva
- 3 possibilidade de indeferimento de perícia contábil quando houver provas suficientes nos autos (art. 355 e art. 370, CPC)
Ratio Decidendi
Conhecido o agravo, negou-se provimento ao recurso especial porque a circunstância de a taxa de juros remuneratórios exceder a taxa média de mercado não implica, por si só, abusividade; é necessária demonstração casuística da natureza abusiva. No caso, o Tribunal de origem verificou discrepância significativa entre a taxa pactuada e a média e concluiu que a instituição financeira não se desincumbiu do ônus probatório de justificar a manutenção das taxas, além de não haver cerceamento por indeferimento de perícia diante da suficiência do acervo probatório (art. 355 e 370 do CPC). Ademais, não se majoraram honorários por já atingir o limite do art. 85, § 2º, do CPC/2015.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
Orders
- Conhecer do agravo
- Negar provimento ao recurso especial
Full Case Text
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