REsp 2131978 - DECISAO
Com base no afetamento da matéria ao rito dos recursos repetitivos (Tema n. 1.254/STJ) e na previsão de suspensão dos feitos (art. 1.036 CPC/2015), bem como na competência do relator prevista no art. 34, XXIV, do Regimento Interno do STJ para determinar a devolução ao Tribunal de origem, o recurso foi considerado...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Recurso Prejudicado; Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem
- Outcome
- Recurso prejudicado; devolução dos autos ao Tribunal de origem com baixa nesta Corte.
- Legal Topics
- Ritode Julgamento De Recursos Repetitivos, Suspensão De Feitos Pendentes, Prescrição Para Habilitação De Herdeiros Ou Sucessores, Devolução Ao Tribunal De Origem, Competência Do Relator
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Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Prejudicado; Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem
Legal Issues
- 1 Se ocorre prescrição para a habilitação de herdeiros ou sucessores da parte falecida no curso da ação
- 2 Suspensão de feitos pendentes afetados ao rito dos recursos repetitivos (Tema n. 1.254/STJ)
- 3 Papel do Tribunal de origem após julgamento do recurso representativo e regimes previstos nos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015
Ratio Decidendi
Com base no afetamento da matéria ao rito dos recursos repetitivos (Tema n. 1.254/STJ) e na previsão de suspensão dos feitos (art. 1.036 CPC/2015), bem como na competência do relator prevista no art. 34, XXIV, do Regimento Interno do STJ para determinar a devolução ao Tribunal de origem, o recurso foi considerado prejudicado, devendo os autos ser remetidos ao Tribunal de origem para reexame após a publicação do acórdão paradigmático, observadas as hipóteses previstas nos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015.
Court Disposition
Recurso prejudicado; devolução dos autos ao Tribunal de origem com baixa nesta Corte.
Orders
- Julgo prejudicado o recurso e determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa nesta Corte.
- Após a publicação do acórdão do respectivo recurso especial representativo da controvérsia, na hipótese de a decisão recorrida coincidir com a orientação do STJ, seja negado seguimento ao recurso especial ou encaminhado à Corte para análise das questões não prejudicadas (hipótese a).
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Verifica-se que a matéria discutida nestes autos foi afetada para o julgamento pelo rito dos repetitivos (Recursos Especiais 2.034.214/CE; REsp 2.034.211/CE; e REsp 2.034.210/CE, Rel. Ministro Humberto Martins, DJe 10/5/2024), Tema n. 1.254/STJ, para definir se ocorre ou não a prescrição para a habilitação de herdeiros ou sucessores da parte falecida no curso da ação. Diante disso, torna-se impositiva a suspensão dos feitos pendentes que tratem da mesma matéria, nos termos do art. 1.036 do CPC/2015. Por sua vez, os arts. 1.040 e 1.041, ambos do CPC/2015, dispõem sobre a atuação do Tribunal de origem após o julgamento do recurso submetido ao regime de repercussão geral ou do recurso especial submetido ao regime dos recursos repetitivos. De acordo com tais dispositivos, há a previsão da negativa de seguimento dos recursos, da retratação do órgão colegiado para alinhamento das teses ou, ainda, a manutenção do acórdão divergente, com a remessa dos recursos aos tribunais correspondentes. Nesse panorama, cabe ao ministro relator, no Superior Tribunal de Justiça, determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que, após o julgamento do paradigma, seja reexaminado o acórdão recorrido e realizada a superveniente admissibilidade do recurso especial. O referido entendimento ficou assentado no art. 34, XXIV, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, com a atribuição de competência ao relator para "determinar a devolução ao Tribunal de origem dos recursos especiais fundados em controvérsia idêntica àquela já submetida ao rito de julgamento de casos repetitivos para adoção das medidas cabíveis". Neste sentido, destacam-se os julgados: AgInt no REsp n. 1.646.935/PE, Rel. Min. Sérgio Kukina, DJe 9/4/2018, EDcl no AgInt no REsp n. 1.478.016/SP, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 6/4/2018, AREsp n. 751.282/PB, Rel. Min. Humberto Martins, DJe 10/9/2015; AREsp n. 877.159/MG, Rel. Min. Assusete Magalhães, DJe 6/4/2016. Ante o exposto, julgo prejudicado o recurso e determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa nesta Corte, para que, após a publicação do acórdão do respectivo recurso especial representativo da controvérsia, em conformidade com a previsão do art. 1.040, c/c o § 2º do art. 1.041, ambos do CPC/2015: a) na hipótese de a decisão recorrida coincidir com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, seja negado seguimento ao recurso especial ou encaminhado a esta Corte Superior para a análise das questões que não ficaram prejudicadas; ou b) caso o acórdão recorrido contrarie a orientação do Superior Tribunal de Justiça, seja exercido o juízo de retratação e considerado prejudicado o recurso especial ou encaminhado a esta Corte Superior para a análise das questões que não ficaram prejudicadas; ou c) finalmente, mantido o acórdão divergente, o recurso especial seja remetido ao Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA