HC 550035 - ACORDAO
Aplicando a Lei 13.654/2018 (novatio legis in mellius) deve-se excluir a majorante do emprego de arma branca prevista no art.157, §2º, I, do CP; todavia, o emprego de arma branca pode ser valorado como circunstância judicial para exasperar a pena-base e o concurso de agentes deve ser deslocado para a terceira fase da dosimetria, desde que o quantum da pena fixado na sentença não seja aumentado. O juízo de execução é competente para aplicar lei mais benéfica, não havendo ofensa à coisa julgada nem reformatio in pejus; por tais fundamentos, negar provimento ao agravo regimental.
- Parties
- Agravante: Ismael Ferreira de Souza; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Pela Sexta Turma Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Roubo, Emprego De Arma Branca, Novatio Legis in Mellius, Dosimetria Da Pena, Reformatio in Pejus, Coisa Julgada, Competência Do Juízo De Execução Penal
Case Brief
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Parties
Ismael Ferreira de Souza
Agravante
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Pela Sexta Turma Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Aplicação retroativa da Lei 13.654/2018 (novatio legis in mellius)
- 2 Possibilidade de valoração do emprego de arma branca como circunstância judicial na primeira fase da dosimetria
- 3 Deslocamento do concurso de agentes para a terceira fase da dosimetria
Ratio Decidendi
Aplicando a Lei 13.654/2018 (novatio legis in mellius) deve-se excluir a majorante do emprego de arma branca prevista no art.157, §2º, I, do CP; todavia, o emprego de arma branca pode ser valorado como circunstância judicial para exasperar a pena-base e o concurso de agentes deve ser deslocado para a terceira fase da dosimetria, desde que o quantum da pena fixado na sentença não seja aumentado. O juízo de execução é competente para aplicar lei mais benéfica, não havendo ofensa à coisa julgada nem reformatio in pejus; por tais fundamentos, negar provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão do Juízo das Execuções Penais que aplicou retroativamente a Lei 13.654/2018 e promoveu nova dosimetria sem alterar o quantum da pena
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