REsp 1712416 - DECISAO
O Tribunal, ao examinar a alegação de ilicitude, reconheceu de ofício a ilegalidade da devassa do aparelho celular do recorrente, porque não havia nos autos autorização judicial nem prova de consentimento voluntário, declarou a nulidade das provas dele derivadas, cassou os julgamentos das instâncias de origem e, considerando o retrocesso do marco interruptivo à data do recebimento da denúncia (7/8/2008) e o lapso prescricional aplicável à pena cominada (12 anos para pena até 5 anos e 8 meses), declarou extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva.
- Parties
- Recorrente: CARLOS EDUARDO MACHADO; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Pelo Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Do Recurso E Decisão De Ofício)
- Outcome
- Recurso especial não conhecido; de ofício reconhecida a ilegalidade da devassa do aparelho celular; cassação dos julgamentos de origem; extinção da punibilidade por prescrição da pretensão punitiva quanto ao crime imputado.
- Legal Topics
- Roubo Majorado, Interceptação Telefônica, Sigilo De Dados, Prova Ilícita, Devassa De Aparelho Celular, Prescrição Da Pretensão Punitiva
Case Brief
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Parties
CARLOS EDUARDO MACHADO
Recorrente
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Pelo Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Do Recurso E Decisão De Ofício)
Legal Issues
- 1 ilegalidade do acesso a dados armazenados em aparelho celular apreendido em flagrante sem autorização judicial
- 2 efeitos da prova ilícita e de suas provas derivadas
- 3 necessidade de demonstração de divergência jurisprudencial para conhecimento do recurso especial
Ratio Decidendi
O Tribunal, ao examinar a alegação de ilicitude, reconheceu de ofício a ilegalidade da devassa do aparelho celular do recorrente, porque não havia nos autos autorização judicial nem prova de consentimento voluntário, declarou a nulidade das provas dele derivadas, cassou os julgamentos das instâncias de origem e, considerando o retrocesso do marco interruptivo à data do recebimento da denúncia (7/8/2008) e o lapso prescricional aplicável à pena cominada (12 anos para pena até 5 anos e 8 meses), declarou extinta a punibilidade por prescrição da pretensão punitiva.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido; de ofício reconhecida a ilegalidade da devassa do aparelho celular; cassação dos julgamentos de origem; extinção da punibilidade por prescrição da pretensão punitiva quanto ao crime imputado.
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- De ofício, reconheço a ilegalidade na devassa do aparelho celular do recorrente.
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