REsp 2210526 - DECISAO
Conheceu-se parcialmente do recurso especial e deu-se parcial provimento apenas para redimensionar a dosimetria: acolheu-se a tese de que, sendo o recorrente ostentador de apenas uma condenação anterior (reincidência específica), a fração aplicável na segunda fase deve ser 1/6, e que a majoração na terceira fase por majorantes do roubo exige fundamentação concreta, aplicando-se o patamar mínimo de 1/3 em vez de 3/4; manteve-se a colisão probatória sobre a ilicitude da prova telefônica por entender que o acusado atendeu e colocou o telefone em viva-voz voluntariamente, não havendo nulidade demonstrada, e que a revisão criminal não comporta revolvimento fático-probatório conforme Súmula 7...
- Parties
- Recorrente: DINIZ DA SILVA ALEXANDRINO; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Proferida Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nesta extensão, dou-lhe parcial provimento.
- Legal Topics
- Roubo Majorado, Revisão Criminal, Nulidade Processual, Interceptação Telefônica E Prova, Princípio Da Não Autoincriminação, Desclassificação Para Receptação, Dosimetria Da Pena, Reincidência, Súmula 443/stj, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
DINIZ DA SILVA ALEXANDRINO
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Proferida Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 licitidade da gravação/escuta de ligação telefônica atendida pelo acusado durante abordagem
- 2 possibilidade de desclassificação do crime de roubo majorado para receptação
- 3 prequestionamento e sua ausência
Ratio Decidendi
Conheceu-se parcialmente do recurso especial e deu-se parcial provimento apenas para redimensionar a dosimetria: acolheu-se a tese de que, sendo o recorrente ostentador de apenas uma condenação anterior (reincidência específica), a fração aplicável na segunda fase deve ser 1/6, e que a majoração na terceira fase por majorantes do roubo exige fundamentação concreta, aplicando-se o patamar mínimo de 1/3 em vez de 3/4; manteve-se a colisão probatória sobre a ilicitude da prova telefônica por entender que o acusado atendeu e colocou o telefone em viva-voz voluntariamente, não havendo nulidade demonstrada, e que a revisão criminal não comporta revolvimento fático-probatório conforme Súmula 7...
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nesta extensão, dou-lhe parcial provimento.
Orders
- Aplicar a fração de aumento de 1/6 em razão da reincidência específica (segunda fase da dosimetria)
- Aplicar o patamar mínimo de 1/3 para as majorantes do roubo na terceira fase da dosimetria
Full Case Text
Judgment text and source record
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