HC 1018021 - ACORDAO
A alteração introduzida pela Lei n. 14.843/2024 ao art. 122, § 2º, da LEP é norma de natureza penal que impõe requisitos mais gravosos (novatio legis in pejus) e, por isso, não pode retroagir para prejudicar execuções penais em andamento; deve aplicar-se a fatos ocorridos após sua vigência, preservando-se a legislação vigente ao tempo do crime e os benefícios já concedidos com base nela.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Agravado: reeducando
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental improvido
- Legal Topics
- Saída Temporária, Retroatividade, Novatio Legis in Pejus, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Individualização Da Pena
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Agravante
reeducando
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma)
Legal Issues
- 1 Se a redação do art. 122, § 2º, da LEP conferida pela Lei n. 14.843/2024 é de natureza penal ou processual
- 2 Se a nova redação pode ser aplicada retroativamente a execuções penais em andamento
- 3 Se a alteração legislativa constitui novatio legis in pejus e, portanto, viola o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa
Ratio Decidendi
A alteração introduzida pela Lei n. 14.843/2024 ao art. 122, § 2º, da LEP é norma de natureza penal que impõe requisitos mais gravosos (novatio legis in pejus) e, por isso, não pode retroagir para prejudicar execuções penais em andamento; deve aplicar-se a fatos ocorridos após sua vigência, preservando-se a legislação vigente ao tempo do crime e os benefícios já concedidos com base nela.
Court Disposition
Agravo regimental improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.
- Manter a decisão que concedeu a ordem de ofício para cassar o acórdão estadual e determinar ao Juízo das Execuções que reexamine o direito do reeducando às saídas temporárias, afastando, no caso concreto, a aplicação retroativa da redação do art. 122, § 2º, da LEP dada pela Lei n. 14.843/2024.
Full Case Text
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