REsp 2170936 - DECISAO
Não se verifica omissão a ser sanada; aplica-se o entendimento consolidado de que a contribuição para o salário-educação é devida apenas por empresas (firma individual ou sociedade) e, assim, o produtor rural pessoa física sem inscrição no CNPJ não é sujeito passivo da contribuição. A alegação de planejamento fiscal abusivo demandaria reexame fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ. Quanto aos embargos de declaração, não se comprovou caráter protelatório, pelo que a multa aplicada deve ser afastada; manutenção do restante do acórdão.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrido/impetrante: Produtor rural (pessoa física)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 October 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática Do Relator: Conheço Em Parte E Dou Parcial Provimento Para Afastar a Multa Imposta Nos Embargos De Declaração
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e dou-lhe parcial provimento para afastar a aplicação da multa imposta nos embargos de declaração; mantido o restante do acórdão recorrido.
- Legal Topics
- Salário Educação, Sujeito Passivo, Produtor Rural Pessoa Física, Inscrição No CNPJ, Compensação Administrativa, Embargos De Declaração, Multa Processual, Planejamento Fiscal Abusivo, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Produtor rural (pessoa física)
Recorrido/impetrante
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática Do Relator: Conheço Em Parte E Dou Parcial Provimento Para Afastar a Multa Imposta Nos Embargos De Declaração
Legal Issues
- 1 Incidência da contribuição para o salário-educação sobre produtor rural pessoa física sem inscrição no CNPJ
- 2 Possibilidade de compensação administrativa pela Receita Federal
- 3 Alegação de omissão no acórdão recorrido e cabimento de embargos de declaração
Ratio Decidendi
Não se verifica omissão a ser sanada; aplica-se o entendimento consolidado de que a contribuição para o salário-educação é devida apenas por empresas (firma individual ou sociedade) e, assim, o produtor rural pessoa física sem inscrição no CNPJ não é sujeito passivo da contribuição. A alegação de planejamento fiscal abusivo demandaria reexame fático-probatório, vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ. Quanto aos embargos de declaração, não se comprovou caráter protelatório, pelo que a multa aplicada deve ser afastada; manutenção do restante do acórdão.
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e dou-lhe parcial provimento para afastar a aplicação da multa imposta nos embargos de declaração; mantido o restante do acórdão recorrido.
Orders
- Afastar a aplicação da multa imposta no julgamento dos embargos de declaração.
- Publique-se e intimem-se.
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