REsp 2031431 - DECISAO
Por estar o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.228), determinou-se a devolução dos autos à Corte de origem para que, após a publicação do acórdão paradigmático, o tribunal de origem proceda ao juízo de conformação nos termos do art. 1.040 do CPC/2015, negando seguimento ao recurso se...
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- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrido: Titulares de cartórios
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Afastado Para Aguardar Julgamento Do Paradigma Em Recurso Repetitivo E Devolução Dos Autos À Corte De Origem Para Juízo De Conformação Nos Termos Do Art. 1.040 Do Cpc/2015
- Outcome
- Determino a devolução dos autos à Corte de origem com baixa para que, após a publicação do acórdão no regime dos recursos repetitivos, proceda, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, a) negar seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STJ; ou b) proceder ao juízo de retratação se o...
- Legal Topics
- Salário Educação, Contribuição Social, Serviço Notarial E Registral, Recursos Repetitivos, Afectação De Tema
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Titulares de cartórios
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Afastado Para Aguardar Julgamento Do Paradigma Em Recurso Repetitivo E Devolução Dos Autos À Corte De Origem Para Juízo De Conformação Nos Termos Do Art. 1.040 Do Cpc/2015
Legal Issues
- 1 Incidência da contribuição do salário-educação sobre pessoa física que exerce serviço notarial ou registral
- 2 Efeitos do afetamento do tema aos recursos repetitivos (Tema 1.228)
- 3 Aplicação do art. 1.040 do CPC/2015 para juízo de conformação
Ratio Decidendi
Por estar o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.228), determinou-se a devolução dos autos à Corte de origem para que, após a publicação do acórdão paradigmático, o tribunal de origem proceda ao juízo de conformação nos termos do art. 1.040 do CPC/2015, negando seguimento ao recurso se coincidente com a orientação do STJ ou promovendo retratação se divergente, evitando assim o prosseguimento do recurso especial nesta Corte enquanto não esgotada a instância ordinária.
Court Disposition
Determino a devolução dos autos à Corte de origem com baixa para que, após a publicação do acórdão no regime dos recursos repetitivos, proceda, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, a) negar seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação do STJ; ou b) proceder ao juízo de retratação se o...
Orders
- Devolução dos autos à Corte de origem
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto pela FAZENDA NACIONAL, fundado na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região assim ementado: TRIBUTÁRIO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. NOTÁRIOS. Os titulares de cartórios não estão obrigados ao recolhimento da contribuição ao salário-educação incidente sobre a remuneração paga ou creditada aos seus empregados (folha de salários), uma vez que exercem a atividade na condição de pessoa física. Precedentes desta 2ª Turma julgados sob o rito do art. 942 do CPC. Ressalva de entendimento deste Relator. Passo a decidir. A Primeira Seção do STJ decidiu afetar à sistemática dos recursos repetitivos os REsps 2.068.273/RS, 2.068.695/RS e 2.068.698/PR (Tema 1.228) , com a seguinte tese controvertida: "Definir se a pessoa física que exerce serviço notarial ou registral é contribuinte da contribuição social do salário-educação, prevista no § 5º do art. 212 da Constituição Federal de 1988 e instituída pelo art. 15 da Lei 9.424/96", havendo a determinação de suspensão da tramitação dos recursos especiais ou agravos em recursos especiais em segunda instância e/ou que estejam em tramitação no STJ. Dessa forma, encontrando-se o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos, esta Corte Superior orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelo art. 1.040 do CPC/2015. A esse respeito, confiram-se os seguintes precedentes: EDcl no REsp 1456224/MS, rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 05/02/2016; AgRg no AgRg no AREsp 552.103/RS, rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 28/11/2014; AgRg no AREsp 153.829/PI, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: REsp 1.588.019/GO, rel. Ministro Regina Helena Costa, DJe 17/03/2016; REsp 1.502.464/RS, AREsp 848.627/PB, REsp 1.574.944/PB; e AREsp 779.676/PB, todos da relatoria do em. Ministro BENEDITO GONÇALVES, DJe 02/12/2015, 08/03/2016, 04/03/2016 e 03/02/2016, respectivamente. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado para esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar também o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Ante o exposto, DETERMINO a devolução dos autos à Corte de origem, com a respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferido no regime dos recursos repetitivos, em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo STJ; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema repetitivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA