REsp 2108066 - DECISAO
Os pagamentos efetuados pelo empregador às empregadas gestantes afastadas nos termos da Lei n.14.151/2021 não se enquadram como salário-maternidade porque a norma determinou apenas o afastamento do trabalho presencial, mantendo-se o contrato de trabalho em execução e a empregada à disposição do empregador; portanto a remuneração permanece obrigação do empregador e não cabe tratá-la como benefício previdenciário passível de compensação com contribuições, devendo ser restabelecida a sentença de improcedência dos pedidos.
- Parties
- Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL; Recorrente: FAZENDA NACIONAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 February 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- PARCIAL PROVIMENTO aos recursos especiais da FAZENDA NACIONAL e do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL para restabelecer a sentença de improcedência dos pedidos
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Compensação De Contribuições, Responsabilidade Pelo Pagamento Da Remuneração De Gestantes, Competência Jurisdicional
Case Brief
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Recorrente
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos às empregadas gestantes afastadas nos termos da Lei n.14.151/2021 podem ser qualificados como salário-maternidade
- 2 Se tais valores podem ser compensados com contribuições previdenciárias devidas pelo empregador (art.72, §1º, Lei 8.213/1991)
- 3 Se a Justiça Federal é competente para decidir pedido de afastamento de empregadas gestantes por impossibilidade de trabalho remoto
Ratio Decidendi
Os pagamentos efetuados pelo empregador às empregadas gestantes afastadas nos termos da Lei n.14.151/2021 não se enquadram como salário-maternidade porque a norma determinou apenas o afastamento do trabalho presencial, mantendo-se o contrato de trabalho em execução e a empregada à disposição do empregador; portanto a remuneração permanece obrigação do empregador e não cabe tratá-la como benefício previdenciário passível de compensação com contribuições, devendo ser restabelecida a sentença de improcedência dos pedidos.
Court Disposition
PARCIAL PROVIMENTO aos recursos especiais da FAZENDA NACIONAL e do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL para restabelecer a sentença de improcedência dos pedidos
Orders
- Restabelecer a sentença de improcedência dos pedidos, inclusive quanto aos ônus sucumbenciais
- Publique-se. Intimem-se.
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