REsp 2126957 - DECISAO
O Relator, com base em precedentes desta Corte (julgamentos dos REsps citados de 12/12/2023), concluiu que a Lei 14.151/2021 promoveu alteração extraordinária na forma de execução do contrato de trabalho, não suspendendo-o; assim, quando o empregador paga remuneração à empregada gestante em razão da relação empregatícia em execução, tal verba constitui remuneração habitual e não pode ser tratada como salário-maternidade passível de compensação de contribuições previdenciárias, motivo pelo qual o Recurso Especial foi conhecido e provido para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedente o pedido da Autora, restabelecendo a sentença de primeira instância.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrida: Autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 March 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática
- Outcome
- Conheço e dou provimento ao Recurso Especial; acórdão recorrido reformado; pedido da Autora julgado improcedente; restabelecida a sentença de fls. 223/227e.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Compensação De Contribuições, Lei 14.151/2021, Afastamento De Gestantes, Contribuição Previdenciária, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Autora
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática
Legal Issues
- 1 se os valores pagos às empregadas gestantes durante a emergência de saúde pública decorrente da Covid-19 devem ser considerados salário-maternidade e são passíveis de compensação
- 2 se a União/Fazenda Nacional possui legitimidade passiva quanto ao pedido relativo ao pagamento do salário-maternidade
- 3 se a Lei 14.151/2021 suspendeu ou apenas alterou a forma de execução do contrato de trabalho, afetando a responsabilidade pelo pagamento da remuneração
Ratio Decidendi
O Relator, com base em precedentes desta Corte (julgamentos dos REsps citados de 12/12/2023), concluiu que a Lei 14.151/2021 promoveu alteração extraordinária na forma de execução do contrato de trabalho, não suspendendo-o; assim, quando o empregador paga remuneração à empregada gestante em razão da relação empregatícia em execução, tal verba constitui remuneração habitual e não pode ser tratada como salário-maternidade passível de compensação de contribuições previdenciárias, motivo pelo qual o Recurso Especial foi conhecido e provido para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedente o pedido da Autora, restabelecendo a sentença de primeira instância.
Court Disposition
Conheço e dou provimento ao Recurso Especial; acórdão recorrido reformado; pedido da Autora julgado improcedente; restabelecida a sentença de fls. 223/227e.
Orders
- Conheço e dou provimento ao Recurso Especial
- Reforma do acórdão recorrido
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