REsp 2111223 - DECISAO
O STJ decidiu denegar a segurança porque a Lei 14.151/2021, especialmente após a inclusão do §1º pelo art. da Lei 14.311/2022, limitou-se a disciplinar o afastamento do trabalho presencial mantendo a empregada juridicamente à disposição do empregador, de modo que a remuneração permanece obrigação do empregador (contrato em execução) e não constitui salário-maternidade que ensejaria compensação com contribuições previdenciárias; além disso, a caracterização como benefício previdenciário implica tratamento tributário distinto, com precedentes do STF sobre a não incidência de contribuição patronal sobre salário-maternidade.
- Parties
- Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL; Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Impetrado: Chefe do Instituto Nacional do Seguro Social em Itajaí/SC
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 February 2024
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Recurso Especial Julgamento No STJ
- Outcome
- Conhecimento e parcial provimento dos recursos especiais da Fazenda Nacional e do INSS para denegar a segurança (recursos providos para denegar a segurança)
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Compensação Tributária, Legitimidade Passiva, Competência Da Justiça Federal Vs Justiça Do Trabalho, Omissão De Decisão, Incidência De Contribuição Previdenciária, Lei 14.151/2021, Lei 8.213/1991
Case Brief
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Recorrente
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Chefe do Instituto Nacional do Seguro Social em Itajaí/SC
Impetrado
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Recurso Especial Julgamento No STJ
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos às empregadas gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021 podem ser enquadrados como salário-maternidade
- 2 Possibilidade de compensação desses valores com contribuições previdenciárias (art.72, §1º, Lei 8.213/1991)
- 3 Legitimidade passiva do INSS e da Fazenda Nacional para responder às pretensões
Ratio Decidendi
O STJ decidiu denegar a segurança porque a Lei 14.151/2021, especialmente após a inclusão do §1º pelo art. da Lei 14.311/2022, limitou-se a disciplinar o afastamento do trabalho presencial mantendo a empregada juridicamente à disposição do empregador, de modo que a remuneração permanece obrigação do empregador (contrato em execução) e não constitui salário-maternidade que ensejaria compensação com contribuições previdenciárias; além disso, a caracterização como benefício previdenciário implica tratamento tributário distinto, com precedentes do STF sobre a não incidência de contribuição patronal sobre salário-maternidade.
Court Disposition
Conhecimento e parcial provimento dos recursos especiais da Fazenda Nacional e do INSS para denegar a segurança (recursos providos para denegar a segurança)
Orders
- CONHEÇO do recurso especial da FAZENDA NACIONAL e DOU-LHE PARCIAL PROVIMENTO para denegar a segurança
- CONHEÇO PARCIALMENTE do recurso especial do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL e, nessa extensão, DOU-LHE PROVIMENTO para denegar a segurança
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