REsp 2108942 - DECISAO
O tribunal concluiu que o art. 1º da Lei 14.151/2021 determinou apenas o afastamento da gestante do trabalho presencial, sem suspensão ou interrupção do contrato de trabalho, havendo mera alteração na forma de execução. Assim, quando o empregador paga remuneração à empregada que mantém o contrato em execução, tal pagamento não se equipara a salário-maternidade e não pode ser objeto de compensação com parcelas futuras de contribuição previdenciária e contribuições parafiscais. Em consequência, deu-se provimento ao recurso especial para denegar a segurança.
- Parties
- Recorrente: Fazenda Nacional
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2024
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Recurso Especial / Decisão (reconsideração E Provimento Do Recurso Especial Para Denegar a Segurança)
- Outcome
- Recurso especial provido para denegar a segurança.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Legitimidade Passiva, Compensação De Contribuições Previdenciárias, Incidência De Contribuição Previdenciária Patronal, Lei 14.151/2021, Tema 72 STF
Case Brief
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Parties
Fazenda Nacional
Recorrente
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Recurso Especial / Decisão (reconsideração E Provimento Do Recurso Especial Para Denegar a Segurança)
Legal Issues
- 1 Se a Fazenda Nacional possui legitimidade passiva para pagamento de salário-maternidade às empregadas gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021
- 2 Se os valores pagos pelo empregador durante o afastamento previsto na Lei 14.151/2021 constituem salário-maternidade e podem ser compensados nos termos do art. 72, §1º, da Lei 8.213/1991
- 3 Se incide contribuição previdenciária patronal e contribuições a terceiros sobre valores qualificados como salário-maternidade (Tema 72 do STF)
Ratio Decidendi
O tribunal concluiu que o art. 1º da Lei 14.151/2021 determinou apenas o afastamento da gestante do trabalho presencial, sem suspensão ou interrupção do contrato de trabalho, havendo mera alteração na forma de execução. Assim, quando o empregador paga remuneração à empregada que mantém o contrato em execução, tal pagamento não se equipara a salário-maternidade e não pode ser objeto de compensação com parcelas futuras de contribuição previdenciária e contribuições parafiscais. Em consequência, deu-se provimento ao recurso especial para denegar a segurança.
Court Disposition
Recurso especial provido para denegar a segurança.
Orders
- Reconsidero a decisão agravada e dou provimento ao recurso especial para denegar a segurança.
- Sem honorários advocatícios, na forma da Súmula 105/STJ.
Full Case Text
Judgment text and source record
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