REsp 2124438 - DECISAO
A Primeira Turma do STJ entendeu que o art. 1º da Lei 14.151/2021 determinou apenas o afastamento do trabalho presencial, não havendo suspensão ou interrupção do contrato de trabalho; assim, os valores pagos pelo empregador durante a execução do contrato constituem remuneração decorrente da relação empregatícia e não salário-maternidade, sendo incabível a compensação desses valores como se fossem benefício previdenciário, razão pela qual os recursos especiais da Fazenda Nacional e do INSS foram providos para julgar improcedente o pedido da parte autora.
- Parties
- Recorrente: União (Fazenda Nacional); Recorrente: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS; Apelada: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento (decisão)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial da Fazenda Nacional e dou-lhe provimento para julgar improcedente o pedido. Dou provimento ao recurso especial do INSS para julgar improcedente o pedido. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Trabalho Remoto, Compensação Tributária, Ilegitimidade Passiva, Prequestionamento, COVID 19
Case Brief
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Parties
União (Fazenda Nacional)
Recorrente
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Recorrente
parte autora
Apelada
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento (decisão)
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos ao empregador às empregadas gestantes afastadas do trabalho presencial durante a pandemia configuram salário-maternidade
- 2 Possibilidade de compensação dos valores pagos como salário-maternidade pela empregadora
- 3 Ilegitimidade passiva ad causam da União
Ratio Decidendi
A Primeira Turma do STJ entendeu que o art. 1º da Lei 14.151/2021 determinou apenas o afastamento do trabalho presencial, não havendo suspensão ou interrupção do contrato de trabalho; assim, os valores pagos pelo empregador durante a execução do contrato constituem remuneração decorrente da relação empregatícia e não salário-maternidade, sendo incabível a compensação desses valores como se fossem benefício previdenciário, razão pela qual os recursos especiais da Fazenda Nacional e do INSS foram providos para julgar improcedente o pedido da parte autora.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial da Fazenda Nacional e dou-lhe provimento para julgar improcedente o pedido. Dou provimento ao recurso especial do INSS para julgar improcedente o pedido. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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