REsp 2109930 - ACORDAO
O afastamento do trabalho presencial determinado pela Lei n. 14.151/2021 (alterada pela Lei n. 14.311/2022) não configura suspensão ou interrupção do contrato de trabalho nem licença-maternidade, mas apenas alteração na forma de execução do trabalho; portanto, não há fundamento legal para enquadrar como salário-maternidade os valores pagos pelo empregador a título de remuneração durante esse afastamento, tampouco para excluir tais pagamentos da base de cálculo das contribuições previdenciárias, haja vista a ausência de previsão legal de benefício previdenciário e de indicação da fonte de custeio.
- Parties
- Agravada: Associação Comercial e Empresarial de Maringá; Agravante: Fazenda Nacional
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 June 2024
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança Coletivo / Agravo Interno Provido; Recurso Especial Conhecido E Provido
- Outcome
- Agravo interno provido para conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento; rejeitada a equiparação do afastamento previsto pela Lei n. 14.151/2021 à licença-maternidade.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Contribuições Previdenciárias, Lei N. 14.151/2021, Afastamento De Gestante, Teletrabalho
Case Brief
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Parties
Associação Comercial e Empresarial de Maringá
Agravada
Fazenda Nacional
Agravante
Procedural Posture
Mandado De Segurança Coletivo / Agravo Interno Provido; Recurso Especial Conhecido E Provido
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos às empregadas gestantes afastadas por força da Lei n. 14.151/2021 podem ser enquadrados como salário-maternidade
- 2 Se incidem contribuições previdenciárias sobre a remuneração paga às gestantes afastadas por força da Lei n. 14.151/2021
- 3 Se o afastamento determinado pela Lei n. 14.151/2021 configura suspensão ou interrupção do contrato de trabalho (licença-maternidade) ou mera alteração na forma de execução do trabalho
Ratio Decidendi
O afastamento do trabalho presencial determinado pela Lei n. 14.151/2021 (alterada pela Lei n. 14.311/2022) não configura suspensão ou interrupção do contrato de trabalho nem licença-maternidade, mas apenas alteração na forma de execução do trabalho; portanto, não há fundamento legal para enquadrar como salário-maternidade os valores pagos pelo empregador a título de remuneração durante esse afastamento, tampouco para excluir tais pagamentos da base de cálculo das contribuições previdenciárias, haja vista a ausência de previsão legal de benefício previdenciário e de indicação da fonte de custeio.
Court Disposition
Agravo interno provido para conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento; rejeitada a equiparação do afastamento previsto pela Lei n. 14.151/2021 à licença-maternidade.
Orders
- Dar provimento ao agravo interno; conhecer do recurso especial e dar-lhe provimento, rejeitando a equiparação do afastamento previsto pela Lei n. 14.151/2021 à licença-maternidade.
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