REsp 2121287 - DECISAO

REsp 2121287 - DECISAO

O Tribunal concluiu que não houve ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC e que a Lei 14.151/2021 visa proteger a maternidade durante a emergência sanitária, mas não definiu expressamente quem deve arcar com a remuneração das gestantes quando a atividade é incompatível com teletrabalho; ressaltou-se a natureza previdenciária do salário-maternidade e a previsão legal de pagamento pelo empregador com direito à compensação (art. 72, §1º, Lei 8.213/1991), porém também observou-se o entendimento consolidado de que o afastamento previsto na Lei 14.151/2021 não se confunde com licença-maternidade, em razão da ausência de previsão de fonte de custeio e do princípio do equilíbrio financeiro da...

Parties
Autor: ARMARINHO CG LARANJEIRAS LTDA; Réu: INSS; Interveniente: União Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
28 June 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão (parcial Provimento)
Outcome
Recurso Especial provido parcialmente
Legal Topics
Salário Maternidade, Lei 14.151/2021, Compensação Previdenciária (art. 72, §1º Lei 8.213/1991), Ilegitimidade Ativa E Passiva, Teletrabalho / Trabalho Remoto, Financiamento Da Seguridade Social (art. 195 Cf), Equilíbrio Financeiro E Atuarial (art. 201 Cf)

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 22 Party arguments 2 Amounts and remedies 1
Sign in to unlock

Parties

ARMARINHO CG LARANJEIRAS LTDA

Autor

INSS

Réu

União Federal

Interveniente

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão (parcial Provimento)

  1. 1 Se os valores pagos pelo empregador à empregada gestante afastada por força da Lei 14.151/2021 podem ser enquadrados como salário-maternidade
  2. 2 Se a pessoa jurídica empregadora tem legitimidade ativa para pleitear o enquadramento e a compensação tributária
  3. 3 Qual é a responsabilidade pelo custeio dos pagamentos durante o afastamento determinado pela Lei 14.151/2021

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu que não houve ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC e que a Lei 14.151/2021 visa proteger a maternidade durante a emergência sanitária, mas não definiu expressamente quem deve arcar com a remuneração das gestantes quando a atividade é incompatível com teletrabalho; ressaltou-se a natureza previdenciária do salário-maternidade e a previsão legal de pagamento pelo empregador com direito à compensação (art. 72, §1º, Lei 8.213/1991), porém também observou-se o entendimento consolidado de que o afastamento previsto na Lei 14.151/2021 não se confunde com licença-maternidade, em razão da ausência de previsão de fonte de custeio e do princípio do equilíbrio financeiro da...

Court Disposition

Recurso Especial provido parcialmente

Orders

  • Dar parcial provimento ao Recurso Especial
  • Publique-se