REsp 2159817 - DECISAO
Os pagamentos efetuados pelo empregador às empregadas gestantes afastadas nos termos das Leis 14.151/2021 e 14.311/2022 não se equiparam ao salário-maternidade previsto na Lei 8.213/1991, pois a legislação determinou apenas o afastamento do trabalho presencial e não a suspensão ou interrupção do contrato de trabalho; trata-se de adaptação da forma de execução do trabalho (teletrabalho/trabalho remoto) sem perda da relação empregatícia, de modo que não há previsão legal para concessão de benefício previdenciário nem indicação de fonte de custeio que permitam tratar tais valores como salário-maternidade ou compensá-los como tal.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrida: EURICO COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e dou-lhe parcial provimento
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Contribuições Previdenciárias E Parafiscais, Lei 14.151/2021, Lei 14.311/2022, Equivalência De Remuneração a Benefício Previdenciário, Legitimidade Passiva Do INSS, Compensação De Contribuições (sat/rat)
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
EURICO COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)
Legal Issues
- 1 Se a remuneração paga às empregadas gestantes afastadas nos termos da Lei 14.151/2021 (alterada pela Lei 14.311/2022) se enquadra como salário-maternidade
- 2 Se houve omissão ou negativa de prestação jurisdicional e nulidade do acórdão por ausência de intimação do INSS
- 3 Possibilidade de compensação das contribuições previdenciárias e parafiscais pagas a título dos valores discutidos
Ratio Decidendi
Os pagamentos efetuados pelo empregador às empregadas gestantes afastadas nos termos das Leis 14.151/2021 e 14.311/2022 não se equiparam ao salário-maternidade previsto na Lei 8.213/1991, pois a legislação determinou apenas o afastamento do trabalho presencial e não a suspensão ou interrupção do contrato de trabalho; trata-se de adaptação da forma de execução do trabalho (teletrabalho/trabalho remoto) sem perda da relação empregatícia, de modo que não há previsão legal para concessão de benefício previdenciário nem indicação de fonte de custeio que permitam tratar tais valores como salário-maternidade ou compensá-los como tal.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e dou-lhe parcial provimento
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e dou-lhe parcial provimento
- Intimem-se.
Full Case Text
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