REsp 2160168 - DECISAO
O STJ concluiu que o acórdão do TRF4 está em desconformidade com a orientação firmada pela Primeira Turma do STJ, segundo a qual o art.1º da Lei 14.151/2021 apenas alterou a forma de execução do contrato de trabalho (afastamento do trabalho presencial sem suspensão/interrupção do contrato), de modo que os valores pagos pelo empregador nesse período não se enquadram como salário-maternidade para fins de compensação de contribuições previdenciárias e parafiscais; por isso, deu parcial provimento ao recurso especial para alinhar o entendimento ao da Primeira Turma, mantendo, contudo, que não houve omissão capaz de violar o art.1.022 do CPC/2015 no acórdão recorrido.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Parte Passiva (legítima): UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento/decisão
- Outcome
- Recurso especial parcialmente provido
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Compensação Previdenciária, Ilegitimidade Passiva, Afastamento De Gestante (lei 14.151/2021), Base De Cálculo Da Contribuição Previdenciária
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
UNIÃO
Parte Passiva (legítima)
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento/decisão
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos a empregadas gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021 podem ser enquadrados como salário-maternidade para fins de compensação previdenciária
- 2 Ilegitimidade passiva da Fazenda Nacional/União para figurar no polo passivo das ações
- 3 Alegada violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quanto a omissão no acórdão recorrido
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que o acórdão do TRF4 está em desconformidade com a orientação firmada pela Primeira Turma do STJ, segundo a qual o art.1º da Lei 14.151/2021 apenas alterou a forma de execução do contrato de trabalho (afastamento do trabalho presencial sem suspensão/interrupção do contrato), de modo que os valores pagos pelo empregador nesse período não se enquadram como salário-maternidade para fins de compensação de contribuições previdenciárias e parafiscais; por isso, deu parcial provimento ao recurso especial para alinhar o entendimento ao da Primeira Turma, mantendo, contudo, que não houve omissão capaz de violar o art.1.022 do CPC/2015 no acórdão recorrido.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente provido
Orders
- Recurso especial parcialmente provido
- Publique-se
Full Case Text
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