REsp 2103120 - DECISAO
O Tribunal entendeu que o acórdão recorrido enfrentou expressamente as questões sobre enquadramento como salário-maternidade e repercussões tributárias, que os ônus financeiros decorrentes do afastamento por força da Lei 14.151/2021 devem ser suportados pela seguridade social, e que é compatível o enquadramento como salário-maternidade dos valores pagos às empregadas gestantes afastadas, com consequente não incidência de contribuição previdenciária e possibilidade de compensação, nos termos do art. 72, §1º da Lei 8.213/1991; rejeitou as alegações de omissão e de ilegitimidade passiva da União nos pontos objeto do recurso.
- Parties
- Impetrante: BENDERPLAST - INDUSTRIA E COMERCIO DE EMBALAGENS - EIRELI; Recorrente: UNIÃO - FAZENDA NACIONAL; Interveniente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Parcial Provimento
- Outcome
- Dou parcial provimento ao Recurso Especial.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Afastamento De Gestantes, Contribuição Previdenciária, Compensação Tributária, Legitimidade Passiva, Lei 14.151/2021, Lei 8.213/1991
Case Brief
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Parties
BENDERPLAST - INDUSTRIA E COMERCIO DE EMBALAGENS - EIRELI
Impetrante
UNIÃO - FAZENDA NACIONAL
Recorrente
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Interveniente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Parcial Provimento
Legal Issues
- 1 Enquadramento como salário-maternidade dos valores pagos às empregadas gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021
- 2 Incidência de contribuição previdenciária (incluindo SAT/RAT e terceiros) sobre tais verbas
- 3 Possibilidade de compensação desses valores pelas empresas com contribuições previdenciárias futuras
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o acórdão recorrido enfrentou expressamente as questões sobre enquadramento como salário-maternidade e repercussões tributárias, que os ônus financeiros decorrentes do afastamento por força da Lei 14.151/2021 devem ser suportados pela seguridade social, e que é compatível o enquadramento como salário-maternidade dos valores pagos às empregadas gestantes afastadas, com consequente não incidência de contribuição previdenciária e possibilidade de compensação, nos termos do art. 72, §1º da Lei 8.213/1991; rejeitou as alegações de omissão e de ilegitimidade passiva da União nos pontos objeto do recurso.
Court Disposition
Dou parcial provimento ao Recurso Especial.
Orders
- Reformar a sentença que denegou a segurança para enquadrar como salário-maternidade os valores pagos às trabalhadoras gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021 enquanto durar o afastamento, aplicando a determinação inclusive para gravidezes vindouras durante o período de emergência e excluir os respectivos...
- Publique-se.
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