REsp 2093564 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que não há amparo na Lei 8.213/1991 para equiparar os pagamentos efetuados por força da Lei 14.151/2021 a salário-maternidade, pois tal equiparação importaria na criação, pelo Judiciário, de um benefício previdenciário sem previsão legal e sem indicação de fonte de custeio (art.195, §5º CF; LC 101/2000), além de que a Lei 14.151/2021 determinou apenas o afastamento do trabalho presencial e não a suspensão do contrato de trabalho; assim, os valores pagos pelo empregador não podem ser tratados como salário-maternidade nem compensados nos termos pretendidos, devendo ser negada a segurança.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Dou provimento ao recurso especial para denegar a segurança pleiteada.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Compensação De Contribuições Previdenciárias, Lei 14.151/2021, Lei 14.311/2022, Pandemia De COVID 19, Afastamento De Gestantes, Base De Cálculo Das Contribuições, Legitimidade Passiva Do INSS, Omissão Legislativa
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos às empregadas gestantes por força da Lei 14.151/2021 podem ser equiparados a salário-maternidade
- 2 Se tais valores podem ser compensados com contribuições devidas pelo empregador (art. 72, §1º, Lei 8.213/1991)
- 3 Se a Fazenda Nacional é parte legítima para responder à pretensão relativa ao benefício de salário-maternidade
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que não há amparo na Lei 8.213/1991 para equiparar os pagamentos efetuados por força da Lei 14.151/2021 a salário-maternidade, pois tal equiparação importaria na criação, pelo Judiciário, de um benefício previdenciário sem previsão legal e sem indicação de fonte de custeio (art.195, §5º CF; LC 101/2000), além de que a Lei 14.151/2021 determinou apenas o afastamento do trabalho presencial e não a suspensão do contrato de trabalho; assim, os valores pagos pelo empregador não podem ser tratados como salário-maternidade nem compensados nos termos pretendidos, devendo ser negada a segurança.
Court Disposition
Dou provimento ao recurso especial para denegar a segurança pleiteada.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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Judgment text and source record
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