REsp 2145899 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial porque a Lei 8.213/1991 não prevê que o afastamento determinado pela Lei 14.151/2021 configure período de salário-maternidade; reconhecer o pleito seria conferir ao Judiciário a criação de benefício previdenciário sem previsão legal nem indicação da fonte de custeio (art. 195, §5º, CF). Ademais, a Lei 14.151/2021 apenas determinou afastamento do trabalho presencial sem prejuízo da remuneração e sem suspensão do contrato, de modo que os pagamentos realizados pelo empregador não se enquadram como salário-maternidade e não autorizam a compensação pretendida.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Apelada: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão De Provimento)
- Outcome
- Provimento do recurso especial; ação julgada improcedente; inversão dos ônus da sucumbência.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Lei 14.151/2021, Lei 14.311/2022, Compensação De Contribuições (art. 72, §1º, Lei 8.213/1991), Contribuições RAT E Terceiros, Legitimidade Passiva Da Fazenda Nacional, Omissão Legislativa, Sucumbência
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
parte autora
Apelada
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão De Provimento)
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos às empregadas gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021 podem ser enquadrados como salário-maternidade
- 2 Quem deve suportar o ônus financeiro desses pagamentos (empregador ou coletividade/Seguridade Social)
- 3 Possibilidade de compensação desses pagamentos nos termos do art. 72, §1º, da Lei 8.213/1991
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial porque a Lei 8.213/1991 não prevê que o afastamento determinado pela Lei 14.151/2021 configure período de salário-maternidade; reconhecer o pleito seria conferir ao Judiciário a criação de benefício previdenciário sem previsão legal nem indicação da fonte de custeio (art. 195, §5º, CF). Ademais, a Lei 14.151/2021 apenas determinou afastamento do trabalho presencial sem prejuízo da remuneração e sem suspensão do contrato, de modo que os pagamentos realizados pelo empregador não se enquadram como salário-maternidade e não autorizam a compensação pretendida.
Court Disposition
Provimento do recurso especial; ação julgada improcedente; inversão dos ônus da sucumbência.
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Julgar a ação improcedente
Full Case Text
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