REsp 2162932 - DECISAO
Com fundamento em precedentes desta Corte e na interpretação da Lei n. 14.151/2021, entendeu-se que o afastamento da gestante durante a pandemia consistiu em alteração da forma de execução do contrato de trabalho, não em sua suspensão, e que a remuneração paga pelo empregador enquanto o contrato está em execução constitui pagamento trabalhista habitual, de modo que tais valores não devem ser tratados como salário-maternidade para permitir compensação com contribuições previdenciárias; por isso, deu-se provimento aos Recursos Especiais para julgar improcedente o pedido da Autora e inverter os ônus sucumbenciais, mantendo os honorários advocatícios fixados em primeiro grau.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL; Recorrida: Autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 September 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática (art. 932 Cpc)
- Outcome
- Conheço e dou provimento aos Recursos Especiais interpostos pela FAZENDA NACIONAL e pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, para julgar improcedente o pedido da Autora, mantendo a condenação em honorários advocatícios e invertendo os ônus sucumbenciais.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Lei N. 14.151/2021, Afastamento De Gestantes Durante Pandemia, Compensação De Contribuições Previdenciárias, Honorários Advocatícios
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Recorrente
Autora
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática (art. 932 Cpc)
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos pelo empregador a empregadas gestantes afastadas nos termos da Lei n. 14.151/2021 configuram salário-maternidade para fins de compensação com contribuições previdenciárias e parafiscais
- 2 Se o afastamento previsto na Lei n. 14.151/2021 constitui suspensão/interrupção do contrato de trabalho ou mera alteração na forma de execução
- 3 Quem deve suportar o ônus do afastamento das gestantes quando incompatível o trabalho remoto: empregador ou Poder Público
Ratio Decidendi
Com fundamento em precedentes desta Corte e na interpretação da Lei n. 14.151/2021, entendeu-se que o afastamento da gestante durante a pandemia consistiu em alteração da forma de execução do contrato de trabalho, não em sua suspensão, e que a remuneração paga pelo empregador enquanto o contrato está em execução constitui pagamento trabalhista habitual, de modo que tais valores não devem ser tratados como salário-maternidade para permitir compensação com contribuições previdenciárias; por isso, deu-se provimento aos Recursos Especiais para julgar improcedente o pedido da Autora e inverter os ônus sucumbenciais, mantendo os honorários advocatícios fixados em primeiro grau.
Court Disposition
Conheço e dou provimento aos Recursos Especiais interpostos pela FAZENDA NACIONAL e pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL, para julgar improcedente o pedido da Autora, mantendo a condenação em honorários advocatícios e invertendo os ônus sucumbenciais.
Orders
- Conhecer dos Recursos Especiais
- Dar provimento aos Recursos Especiais
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment