REsp 2112948 - DECISAO
O recurso foi parcialmente provido para rejeitar a equiparação do afastamento previsto na Lei 14.151/2021 à licença-maternidade, porquanto a lei apenas determinou afastamento do trabalho presencial sem suspender ou interromper o contrato de trabalho; não há previsão legal nem fonte de custeio para criação de benefício previdenciário, o que violaria o art. 195, §5º e o equilíbrio financeiro e atuarial da seguridade (art. 201), razão pela qual a remuneração paga pelo empregador não pode ser tratada como salário-maternidade para fins de compensação tributária, reestabelecendo-se a sentença que denegou a segurança.
- Parties
- Agravante/recorrente: FAZENDA NACIONAL; Réu: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento De Agravo Interno E Exame Do Recurso Especial
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, parcialmente provido para rejeitar a equiparação do afastamento previsto na Lei 14.151/2021 à licença-maternidade e reestabelecer a sentença que denegou a segurança.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Legitimidade Passiva, Compensação Tributária, Lei 14.151/2021, Tema 1295/stf
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Agravante/recorrente
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Réu
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento De Agravo Interno E Exame Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Possibilidade de equiparação da remuneração paga às empregadas gestantes afastadas nos termos da Lei 14.151/2021 ao salário-maternidade para fins de compensação tributária
- 2 Legitimidade passiva da União - Fazenda Nacional versus do INSS
- 3 Existência de omissão no acórdão quanto ao art. 1.022 do CPC e demais dispositivos invocados
Ratio Decidendi
O recurso foi parcialmente provido para rejeitar a equiparação do afastamento previsto na Lei 14.151/2021 à licença-maternidade, porquanto a lei apenas determinou afastamento do trabalho presencial sem suspender ou interromper o contrato de trabalho; não há previsão legal nem fonte de custeio para criação de benefício previdenciário, o que violaria o art. 195, §5º e o equilíbrio financeiro e atuarial da seguridade (art. 201), razão pela qual a remuneração paga pelo empregador não pode ser tratada como salário-maternidade para fins de compensação tributária, reestabelecendo-se a sentença que denegou a segurança.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, parcialmente provido para rejeitar a equiparação do afastamento previsto na Lei 14.151/2021 à licença-maternidade e reestabelecer a sentença que denegou a segurança.
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial
- Dou parcial provimento ao recurso especial para reestabelecer a sentença que denegou a segurança
Full Case Text
Judgment text and source record
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