REsp 2162878 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça conheceu em parte do recurso especial e deu-lhe parcial provimento para julgar improcedentes os pedidos iniciais, firmando que o afastamento determinado pela Lei 14.151/2021 não configura licença-maternidade nem suspensão/interrupção do contrato de trabalho, de modo que os valores pagos pelo empregador configuram remuneração devida no âmbito da relação de trabalho e não podem ser enquadrados como salário-maternidade para fins de compensação tributária; manteve-se, ainda, o reconhecimento de ilegitimidade passiva ad causam do INSS quando tal fundamento não foi impugnado concretamente no recurso.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Apelado: INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 September 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe parcial provimento para julgar improcedentes os pedidos iniciais.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Ilegitimidade Passiva Ad Causam, Compensação Tributária, Lei 14.151/2021, Afastamento De Empregada Gestante, Pandemia Da COVID 19
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
INSS
Apelado
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos às empregadas gestantes afastadas por força da Lei 14.151/2021 podem ser enquadrados como salário-maternidade
- 2 Se é legítimo o INSS para integrar o polo passivo em ações que discutem o enquadramento desses pagamentos
- 3 Se é possível a compensação tributária desses valores com contribuições previdenciárias
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça conheceu em parte do recurso especial e deu-lhe parcial provimento para julgar improcedentes os pedidos iniciais, firmando que o afastamento determinado pela Lei 14.151/2021 não configura licença-maternidade nem suspensão/interrupção do contrato de trabalho, de modo que os valores pagos pelo empregador configuram remuneração devida no âmbito da relação de trabalho e não podem ser enquadrados como salário-maternidade para fins de compensação tributária; manteve-se, ainda, o reconhecimento de ilegitimidade passiva ad causam do INSS quando tal fundamento não foi impugnado concretamente no recurso.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe parcial provimento para julgar improcedentes os pedidos iniciais.
Orders
- A parte sucumbente suportará as custas do processo e os honorários advocatícios equivalentes a 10% sobre o valor atualizado da causa
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
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