REsp 2115668 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que a Lei 14.151/2021 (na redação acrescida pelo §1º do art.1º pela Lei 14.311/2022) determinou apenas o afastamento da empregada do trabalho presencial, não a suspensão do contrato de trabalho, mantendo-se a empregada à disposição do empregador e, portanto, a remuneração como obrigação direta e habitual do empregador. Por esse motivo, os valores pagos não se qualificam como salário-maternidade (benefício previdenciário devido pelo INSS) e não podem ser compensados ou excluídos da base de cálculo das contribuições patronais, razão pela qual a segurança foi denegada (parcial provimento do recurso especial).
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Impetrante (sindicato): ENTIDADE SINDICAL; Parte/terceiro (ilegitimidade Passiva Ad Causam Arguida): INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 March 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial (origem: Mandado De Segurança Coletivo) / Julgado No Superior Tribunal De Justiça (parcial Provimento)
- Outcome
- Com base no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, Dou parcial provimento ao recurso especial para denegar a segurança.
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Compensação De Contribuições Previdenciárias, Responsabilidade Pelo Pagamento Da Remuneração, Efeitos Subjetivos Da Sentença Coletiva, Ilegitimidade Passiva
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
ENTIDADE SINDICAL
Impetrante (sindicato)
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Parte/terceiro (ilegitimidade Passiva Ad Causam Arguida)
Procedural Posture
Recurso Especial (origem: Mandado De Segurança Coletivo) / Julgado No Superior Tribunal De Justiça (parcial Provimento)
Legal Issues
- 1 Se os valores pagos a empregadas gestantes afastadas do trabalho presencial por força da Lei 14.151/2021 se qualificam como salário-maternidade
- 2 Se é possível a compensação desses valores com contribuições previdenciárias e parafiscais devidas pelo empregador
- 3 Qual é o sujeito passivo legítimo para o pagamento (empregador vs INSS/Seguridade Social)
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça entendeu que a Lei 14.151/2021 (na redação acrescida pelo §1º do art.1º pela Lei 14.311/2022) determinou apenas o afastamento da empregada do trabalho presencial, não a suspensão do contrato de trabalho, mantendo-se a empregada à disposição do empregador e, portanto, a remuneração como obrigação direta e habitual do empregador. Por esse motivo, os valores pagos não se qualificam como salário-maternidade (benefício previdenciário devido pelo INSS) e não podem ser compensados ou excluídos da base de cálculo das contribuições patronais, razão pela qual a segurança foi denegada (parcial provimento do recurso especial).
Court Disposition
Com base no art. 255, § 4º, III, do RISTJ, Dou parcial provimento ao recurso especial para denegar a segurança.
Orders
- Dou parcial provimento ao recurso especial para denegar a segurança.
- Custas ex lege.
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