AREsp 1835299 - ACORDAO
A Quarta Turma entendeu que, no seguro de vida em grupo, o dever de informar previamente os segurados acerca de cláusulas restritivas incumbe ao estipulante, cabendo à seguradora apenas a obrigação de prestar as bases gerais ao estipulante; ademais, a verificação se a invalidez apontada se subsume às cláusulas contratuais exigiria reexame fático-probatório vedado pelas Súmulas 5 e 7/STJ, razão pela qual se negou provimento ao recurso especial do segurado e se manteve a decisão de improcedência quanto à indenização.
- Parties
- Agravante: MAPFRE VIDA S/A; Agravado: Autor
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 December 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial (ação De Cobrança De Indenização Securitária Seguro De Vida Em Grupo) / Acórdão Julgamento Pela Quarta Turma Do STJ
- Outcome
- Agravo interno provido para reconsiderar decisão monocrática e negar provimento ao recurso especial do segurado (agravado).
- Legal Topics
- Seguro De Vida Em Grupo, Dever De Informação, Cláusulas Restritivas, Invalidez Permanente Por Doença, Súmulas 5 E 7/stj, Responsabilidade Do Estipulante
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
MAPFRE VIDA S/A
Agravante
Autor
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial (ação De Cobrança De Indenização Securitária Seguro De Vida Em Grupo) / Acórdão Julgamento Pela Quarta Turma Do STJ
Legal Issues
- 1 Quem tem o dever de informar os segurados sobre cláusulas limitativas em seguro de vida em grupo (seguradora ou estipulante)?
- 2 Cabe ao STJ reexaminar a subsunção da invalidez permanente às cláusulas contratuais ou isso exige reexame fático-probatório vedado pelas Súmulas 5 e 7/STJ?
- 3 É válida cláusula que exclui doenças ocupacionais/LER/DORT do conceito de acidente pessoal na apólice?
Ratio Decidendi
A Quarta Turma entendeu que, no seguro de vida em grupo, o dever de informar previamente os segurados acerca de cláusulas restritivas incumbe ao estipulante, cabendo à seguradora apenas a obrigação de prestar as bases gerais ao estipulante; ademais, a verificação se a invalidez apontada se subsume às cláusulas contratuais exigiria reexame fático-probatório vedado pelas Súmulas 5 e 7/STJ, razão pela qual se negou provimento ao recurso especial do segurado e se manteve a decisão de improcedência quanto à indenização.
Court Disposition
Agravo interno provido para reconsiderar decisão monocrática e negar provimento ao recurso especial do segurado (agravado).
Orders
- Negar provimento ao recurso especial do segurado.
- Majoração, em desfavor da parte Recorrente, dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, §11, do CPC, observados os limites dos §§ 2.º e 3.º do mesmo dispositivo e eventual concessão de gratuidade da justiça.
Full Case Text
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