AREsp 2509271 - DECISAO
O STJ concluiu que o acórdão recorrido foi suficientemente fundamentado (afastando ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015), alinhou-se à jurisprudência que atribui à estipulante o dever de informação no seguro de vida em grupo, confirmou que a enfermidade da recorrente não se enquadra na cobertura contratual (não caracterizando acidente pessoal nem perda da existência independente exigida para IFPD) e que não se pode reexaminar fatos e provas em recurso especial; por consequência conheceu parcialmente do recurso e apenas lhe deu provimento para afastar a multa imposta nos embargos de declaração.
- Parties
- Recorrente: ROSMARI FÁTIMA ESPILLER; Recorrida: ITAÚ SEGUROS S/A; Recorrida: PRUDENTIAL DO BRASIL VIDA EM GRUPO S.A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, provido apenas para afastar a multa prevista no art. 1.026, §2º do CPC/2015 imposta pelo Tribunal de origem.
- Legal Topics
- Seguro De Vida Em Grupo, Dever De Informação, Indenização Por Invalidez (ipa / Ifpd), Equiparação De Doença a Acidente, Embargos De Declaração E Multa
Case Brief
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Parties
ROSMARI FÁTIMA ESPILLER
Recorrente
ITAÚ SEGUROS S/A
Recorrida
PRUDENTIAL DO BRASIL VIDA EM GRUPO S.A
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 qual é o sujeito responsável pelo dever de informação no seguro de vida em grupo (seguradora ou estipulante)
- 2 se a enfermidade narrada configura acidente pessoal ou invalidez funcional permanente por doença abrangida pela apólice
- 3 se houve violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quanto à fundamentação e omissão
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que o acórdão recorrido foi suficientemente fundamentado (afastando ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015), alinhou-se à jurisprudência que atribui à estipulante o dever de informação no seguro de vida em grupo, confirmou que a enfermidade da recorrente não se enquadra na cobertura contratual (não caracterizando acidente pessoal nem perda da existência independente exigida para IFPD) e que não se pode reexaminar fatos e provas em recurso especial; por consequência conheceu parcialmente do recurso e apenas lhe deu provimento para afastar a multa imposta nos embargos de declaração.
Court Disposition
Recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, provido apenas para afastar a multa prevista no art. 1.026, §2º do CPC/2015 imposta pelo Tribunal de origem.
Orders
- Afastada a multa de 1% sobre o valor da causa imposta pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 1.026, §2º do CPC/2015.
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