AREsp 2930123 - ACORDAO
Em contratos de seguro de vida em grupo com estipulação própria, a responsabilidade pelo dever de informação quanto a cláusulas limitativas é do estipulante (Tema 1.112/STJ); assim, a aceitação administrativa da adesão ou o recebimento do prêmio não criam cobertura para risco expressamente excluído por cláusula de limite etário, que é válida como delimitação objetiva do risco, de modo que a seguradora não tem obrigação de indenizar; por isso o recurso especial foi provido para reconhecer a validade da cláusula e julgar improcedente o pedido de indenização.
- Parties
- Recorrente: ICATU SEGUROS S.A.; Estipulante/contratante: DJG Comércio e Beneficiamento de Produtos para Calçados EIRELI; Segurada (óbito): Roselaine Costa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (quarta Turma) Recurso Especial Provido
- Outcome
- Recurso especial provido para reconhecer a validade da cláusula de limite etário e julgar improcedente o pedido de indenização securitária.
- Legal Topics
- Seguro De Vida Em Grupo, Estipulação Própria, Dever De Informação, Cláusula De Limitação Etária, Equilíbrio Atuarial, Tema 1.112/stj
Case Brief
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Parties
ICATU SEGUROS S.A.
Recorrente
DJG Comércio e Beneficiamento de Produtos para Calçados EIRELI
Estipulante/contratante
Roselaine Costa
Segurada (óbito)
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (quarta Turma) Recurso Especial Provido
Legal Issues
- 1 Validade da cláusula de limite etário em seguro de vida em grupo
- 2 Responsabilidade pelo dever de informação em contratos de estipulação própria
- 3 Efeito da aceitação administrativa da adesão e do recebimento do prêmio sobre cláusula de exclusão objetiva
Ratio Decidendi
Em contratos de seguro de vida em grupo com estipulação própria, a responsabilidade pelo dever de informação quanto a cláusulas limitativas é do estipulante (Tema 1.112/STJ); assim, a aceitação administrativa da adesão ou o recebimento do prêmio não criam cobertura para risco expressamente excluído por cláusula de limite etário, que é válida como delimitação objetiva do risco, de modo que a seguradora não tem obrigação de indenizar; por isso o recurso especial foi provido para reconhecer a validade da cláusula e julgar improcedente o pedido de indenização.
Court Disposition
Recurso especial provido para reconhecer a validade da cláusula de limite etário e julgar improcedente o pedido de indenização securitária.
Orders
- Reforma do acórdão recorrido
- Reconhecimento da validade da cláusula de limite etário
Full Case Text
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