REsp 1618435 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido em razão da ausência de prequestionamento das matérias suscitadas no apelo (as normas apontadas não foram objeto de debate no acórdão recorrido nem foram opostos embargos de declaração na origem), bem como por inadequação do recurso especial para discutir suposto vício...
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- Parties
- Recorrente: VALERIA DA SILVA NEGRÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do recurso especial
- Legal Topics
- Seguro Habitacional (sfh), Legitimidade Da Caixa Econômica Federal, Extinção Da Apólice Com O Contrato De Mútuo, Prequestionamento, Súmulas Do STF, Honorários Sucumbenciais
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Parties
VALERIA DA SILVA NEGRÃO
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 ausência de prequestionamento das questões suscitadas no recurso especial
- 2 inadequação do recurso especial para discutir suposta afronta à Constituição (competência do recurso extraordinário)
- 3 alegada aplicação equivocada da tese do REsp 1.150.429/CE
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido em razão da ausência de prequestionamento das matérias suscitadas no apelo (as normas apontadas não foram objeto de debate no acórdão recorrido nem foram opostos embargos de declaração na origem), bem como por inadequação do recurso especial para discutir suposto vício constitucional, devendo tais questões ser manejadas em recurso extraordinário quando cabível; aplicaram-se, por analogia, os óbices decorrentes das Súmulas 282 e 356 do STF e precedentes do STJ.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do recurso especial
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Caso exista nos autos prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo e o art. 98, § 3º, do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por VALERIA DA SILVA NEGRÃO, com respaldo nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, contra acórdão do TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO assim ementado (e-STJ fl. 754): SFH. SEGURO. VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO. CEF. LEGITIMIDADE. APÓLICE PÚBLICA. CONTRATO LIQUIDADO. 1. Desde que o contrato conte com a cobertura do FCVS e se trate de apólice pública (ramo 66), a Caixa Econômica Federal, na qualidade de representando judicial do FCVS, está autorizada a intervir nas ações e deslocar a competência para a Justiça Federal. 2. O contrato de seguro tem vigência simultânea com o contrato de mútuo. Extinguido o contrato de mútuo, automaticamente, extingue o seguro que o acompanha. Em suas razões, a parte recorrente aponta, além de dissídio jurisprudencial, violação do art. 1.463 do Código Civil de 1916, do art. 785 do Código Civil de 2002, do art. 2º da Lei n. 8.004/90, dos arts. 130, 165 e 458, II, do CPC/2015 e do art. 93, IX da CF/88. Entende que houve aplicação equivocada da Tese presente no Resp n. 1.150.429/CE. Contrarrazões às e-STJ fls. 846/852. Juízo positivo de admissibilidade pelo Tribunal de origem às e-STJ fls. 855/856. Passo a decidir. Verifico que a pretensão recursal não merece prosperar. No tocante aos dispositivos da Constituição Federal, cumpre salientar que o recurso especial não é remédio processual adequado para conhecer de irresignação fundada em suposta afronta a preceito constitucional, sendo essa atribuição da Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário (art. 102, III, da CF). Ademais, a contrariedade dos preceitos legais mencionados no apelo extremo, bem como o argumento de que houve aplicação equivocada da Tese presente no REsp 1.150.429/CE não foram alvo de debate no julgado impugnado, nem foram opostos embargos de declaração na origem, o que denota a falta do indispensável prequestionamento e faz incidir, por analogia, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF. Nesse sentido: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. ATUALIZAÇÃO DE VALOR DEPOSITADO. ARTIGOS 15-A E 33, § 2º, DO DECRETO-LEI 3.365/41. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. .. 2. É firme no Superior Tribunal de Justiça o entendimento quanto à necessidade de prequestionamento da matéria trazida a exame, ainda que vinculada a tema de ordem pública. 3. Agravo interno a que se nega provimento (AgInt no AREsp 928.071/ES, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/10/2016, DJe 19/10/2016). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. AUSÊNCIA. EMBARGOS REJEITADOS. .. 2. A jurisprudência do STJ entende que, na seara extraordinária, o prequestionamento é necessário para exame, inclusive, das matérias de ordem pública. 3. Embargos de declaração rejeitados (EDcl no AgInt no AREsp 868.729/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 13/09/2016, DJe 19/09/2016). Por fim, "a inadmissão do recurso especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a", da Constituição Federal, em razão da incidência de enunciado sumular, prejudica o exame do recurso no ponto em que suscita divergência jurisprudencial se o dissídio alegado diz respeito ao mesmo dispositivo legal ou tese jurídica, o que ocorreu na hipótese. Precedentes" (AgInt nos EDcl no REsp 1.998.539/PB, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 3/4/2023, DJe de 11/4/2023). Ante o exposto, com base no art. 255, § 4º, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO do recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) o valor já arbitrado (na origem), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, bem como os termos do art. 98, § 3º, do mesmo diploma legal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA