REsp 2166110 - DECISAO
O Tribunal concluiu que, a partir do contrato social e da documentação, os serviços ofertados pela FACILITY configuram típica atividade securitária que exige autorização da SUSEP, razão pela qual manteve a cessação da atividade. Não houve prova de abuso da personalidade jurídica, fraude ou confusão patrimonial apta a responsabilizar os administradores, de modo que a desconsideração não se justificou. O pedido indenizatório foi afastado por configurar bis in idem e por ausência de demonstração de prejuízo concreto aos associados, somado ao fato de que a matéria fático-probatória não pode ser revista em recurso especial (Súmulas 5 e 7 do STJ).
- Parties
- Recorrente: FACILITY - Associação de Benefícios Mútuos; Autor: Superintendência de Seguros Privados - SUSEP; Réu: Leandro Barros Dias; Réu: Eliana Barros Dias; Réu: José Eduardo de Almeida Dias; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 December 2024
- Procedural Posture
- Ação Civil Pública / Decisão Em Recurso Especial (stj)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Seguro Privado, Autorização SUSEP, Associação De Benefícios Mútuos, Desconsideração Da Personalidade Jurídica, Remessa Necessária, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Prequestionamento
Case Brief
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Parties
FACILITY - Associação de Benefícios Mútuos
Recorrente
Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
Autor
Leandro Barros Dias
Réu
Eliana Barros Dias
Réu
José Eduardo de Almeida Dias
Réu
Ministério Público Federal
Fiscal Da Lei
Procedural Posture
Ação Civil Pública / Decisão Em Recurso Especial (stj)
Legal Issues
- 1 Caracterização da atividade da FACILITY como operação de seguro exigindo autorização da SUSEP
- 2 Responsabilidade dos administradores por desconsideração da personalidade jurídica (art. 50 CC)
- 3 Pedido indenizatório equivalente a três vezes a multa administrativa (bis in idem)
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, a partir do contrato social e da documentação, os serviços ofertados pela FACILITY configuram típica atividade securitária que exige autorização da SUSEP, razão pela qual manteve a cessação da atividade. Não houve prova de abuso da personalidade jurídica, fraude ou confusão patrimonial apta a responsabilizar os administradores, de modo que a desconsideração não se justificou. O pedido indenizatório foi afastado por configurar bis in idem e por ausência de demonstração de prejuízo concreto aos associados, somado ao fato de que a matéria fático-probatória não pode ser revista em recurso especial (Súmulas 5 e 7 do STJ).
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento.
Orders
- Negado provimento ao recurso especial interposto pela FACILITY.
- Mantida a decisão que reconheceu a ilicitude da atuação da FACILITY no mercado de seguros e determinou a cessação da comercialização/oferta de qualquer modalidade contratual de seguro.
Full Case Text
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