REsp 2199936 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido por falta de prequestionamento das matérias suscitadas e por existir fundamentação no acórdão recorrido (proteção do sigilo bancário e fiscal nos termos do art. 1º da LC 105/2001 e art.5º, XII, da CF) suficiente a mantê-lo, não atacada pelas razões recursais, bem como pela...
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- Parties
- Recorrente: WILLIAM NORMAN DELGADO SALAVERRY
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecimento
- Outcome
- recurso não conhecido
- Legal Topics
- Sigilo Bancário E Fiscal, Medidas Atípicas De Execução, Pesquisas DECRED, DIMOB E E Financeira, Prequestionamento, Dissídio Jurisprudencial, Súmulas E Jurisprudência Nacional
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Parties
WILLIAM NORMAN DELGADO SALAVERRY
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Cabimento de pesquisas nos sistemas DECRED, DIMOB e e-Financeira para localizar bens penhoráveis do executado
- 2 Relativização do sigilo bancário e fiscal e suas hipóteses legais (LC 105/2001; CF art.5º XII)
- 3 Exigência de prequestionamento para admissibilidade do recurso especial
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido por falta de prequestionamento das matérias suscitadas e por existir fundamentação no acórdão recorrido (proteção do sigilo bancário e fiscal nos termos do art. 1º da LC 105/2001 e art.5º, XII, da CF) suficiente a mantê-lo, não atacada pelas razões recursais, bem como pela ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial exigido pelo art.255, §1º do RISTJ; adicionalmente, as pesquisas pleiteadas (DECRED, DIMOB, e-Financeira) revelam informações pretéritas e não se prestam à localização de bens penhoráveis, podendo implicar indevida quebra de sigilo.
Court Disposition
recurso não conhecido
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Por fim, não havendo fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias ordinárias, inaplicável a majoração prevista no art. 85, § 11, do NCPC.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial, interposto por WILLIAM NORMAN DELGADO SALAVERRY, com amparo nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, no intuito de reformar o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim resumido (fls. 325, e-STJ): AGRAVO DE INSTRUMENTO. LOCAÇÃO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. Insurgência contra a decisão que indeferiu pesquisas por meios dos sistemas DECRED, DIMOB, e através do módulo e- Financeira. DIMOB e e-Financeira. Descabimento. Pedidos de pesquisas para a obtenção de dados referentes às atividades imobiliárias e às operações de cartão de crédito realizadas pelo executado, que, em caso de deferimento, configurariam verdadeira quebra de sigilo bancário. Medidas desproporcionais e que carecem de fundamento legal. Aplicação do artigo 1º da Lei Complementar nº 105/2001 e do artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal. Declaração de Operações com Cartões de Crédito (DECRED) e Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (Dimob) que consubstanciam sistemas destinados ao fornecimento de informações à Receita Federal e ao combate à sonegação fiscal. Impossibilidade de utilização dessas pesquisas no caso dos autos. RECURSO NÃO PROVIDO. Nas razões do recurso especial (fls. XX/XX, e-STJ), o recorrente aponta, além de dissídio jurisprudencial, ofensa aos arts. 3º, 4º, 5º, 6º, 8º, 139, inciso IV, 789, 797 e 831 do Código de Processo Civil. Assevera que apesar do decidido, a realização de pesquisas nos sistemas DECRED, DIMOB e E-FINANCEIRA para localizar bens penhoráveis do devedor constitui meio processual adequado e eficaz para identificar patrimônio oculto da parte executada, mesmo que registrado em nome de terceiros. Sem contrarrazões (certidão de fl. 365, e-STJ), e após juízo positivo de admissibilidade (fls. 366/367, e-STJ), os autos ascenderam a esta egrégia Corte de Justiça. É o relatório. Decido. A irresignação não merece acolhimento. 1. Confirmando a decisão singular exarada pelo magistrado de primeiro grau, consignou a Corte de origem a inutilidade das medidas coercitivas atípicas requeridas ao fundamento de que, por revelarem informações pretéritas, elas não seriam aptas para localizar bens penhoráveis. Destacou, ainda, a ausência de subsunção do presente caso às hipóteses autorizadoras da relativização do sigilo bancário, nos termos do art. 1º, da Lei Complementar 105/2001 e que o acolhimento do pedido formulado pela parte poderia implicar quebra de sigilo fiscal e tributário das atividades comerciais da parte executada, resguardado pela regra prevista no art. 5º, XII, da CF. Consignou, por fim, que diante da ausência de interesse público a embasar o feito, não se revelaria possível o acolhimento da pretensão voltada para pesquisa de possíveis fraudes ou simulações para ocultação de bens do executado. É o que se extrai do seguinte excerto do aresto hostilizado (fls. 327/328, e-STJ): É certo que ao editar a regra prevista no artigo 139, inciso IV, do Código de Processo Civil, o Legislador pretendeu garantir ampla e irrestrita efetividade da Jurisdição. Cabe ao Magistrado, portanto, utilizar todas as medidas coercitivas possíveis para assegurar a efetiva prestação jurisdicional, mas sempre com a observância dos princípios constitucionais. Na hipótese dos autos, as medidas pretendidas não comportavam mesmo deferimento, pois visam à obtenção de informação referente às atividades imobiliárias, e às operações com cartão de crédito, revelando apenas informações pretéritas, não sendo aptas para localizar bens penhoráveis, e/ou implicam em quebra de sigilo bancário e fiscal. Anote-se que a não localização de bens dos executados possibilita a realização de determinadas diligências, por ordem judicial. Todavia, tal prerrogativa não autoriza a adoção de medida excepcional como pretende a exequente, sob pena de violar a quebra de sigilo das atividades comerciais da executada, incluindo aspectos fiscais e tributários. Vale destacar que o sigilo fiscal é acobertado constitucionalmente, conforme disposto no art. 5º, incisos XII. Depreende-se que a quebra de sigilo é medida excepcional, quando exigir o interesse público nas hipóteses previstas em lei, o que não é o caso dos autos, onde a exequente busca a satisfação de crédito decorrente de negócio jurídico privado. Além disso, a situação em questão não está prevista como uma das hipóteses que autorizam a relativização do sigilo bancário (v. artigo 1º da Lei Complementar nº 105/2001). Cumpre observar que a pesquisa DECRED não consiste em medida efetiva para a localização de patrimônio do devedor, motivo pela qual não tem a finalidade de atingir o objetivo desejado pelo exequente. Em relação ao DIMOB e e-Financeira, as pesquisas não se prestam a localizar bens penhoráveis, constituindo declarações que devem ser entregues à Receita Federal. A DIMOB constitui Declaração das Informações sobre Atividades Imobiliárias, enquanto a e-Financeira foi criada em substituição à DIMOF (Declaração das Informações sobre Movimentação Financeira) e contém informações sobre movimentação financeira, incluindo planos de previdência complementar, consórcios, seguros etc. Assim, tais informações se prestam a auxiliar a Receita Federal quanto ao cruzamento de dados dos contribuintes (renda X patrimônio), a fim de reduzir a sonegação fiscal. Logo, os dados são protegidos por sigilo e não servem para auxiliar a busca por bens dos devedores. Com relação ao argumento do agravante no sentido de que tais pesquisas poderiam eventualmente fornecer informações de relevo sobre possíveis fraudes ou simulações para ocultação de bens perpetradas pelo executado (fls. 05), menciono trecho do elucidativo voto da eminente Desembargadora Sandra Galhardo Esteves, proferido no bojo do Agravo de Instrumento nº 2182407-71.2022.8.26.0000: Neste contexto, verifica-se que o conteúdo normativo inserto nos dispositivos de lei tidos por violados - arts. 3º, 4º, 5º, 6º, 8º, 789, 797 e 831, do CPC/15 - não foi objeto de exame pela instância ordinária, tampouco foram opostos embargos de declaração a fim de suscitar a discussão dos temas neles veiculados, razão pela qual incide, na espécie, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: Súmula 282 - "É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada". Súmula 356 - "O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito de prequestionamento". Nestes termos: AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ANULATÓRIA DE ESCRITURA DE COMPRA E VENDA C/C REIVINDICATÓRIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PRESTAÇÃO JURISDICIONAL COMPLETA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA PARCIAL. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. EXIGÊNCIA. AQUISIÇÃO DE IMÓVEL EM NOME PRÓPRIO COM RECURSOS DESVIADOS DA PESSOA JURÍDICA. CONVERSÃO DE OFÍCIO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER EM PERDAS E DANOS. JULGAMENTO EXTRA ET ULTRA PETITA. NÃO OCORRÊNCIA. VALOR DA INDENIZAÇÃO. LUCROS CESSANTES E JUROS DE MORA. SUPOSTA INVERSÃO DO ÔNUS PROBATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA E CONTRATUAL. SÚMULAS 282 E 356/STF E 5, 7 E 83/STJ. (..) 3. Não tendo havido o prequestionamento de parte dos temas postos em debate nas razões do recurso especial, requisito do qual não estão imunes nem mesmo as matérias de ordem pública, incidentes os enunciados 282 e 356 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. (..) 6. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 973.262/PB, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 30/11/2020, DJe 07/12/2020) AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL - LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DEU PARCIAL PROVIMENTO AO APELO NOBRE. INSURGÊNCIA DA DEMANDADA. (..) 2. A ausência de enfrentamento da matéria objeto da controvérsia pelo Tribunal de origem impede o acesso à instância especial, porquanto não preenchido o requisito constitucional do prequestionamento. Incidência da Súmula 282 do STF. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt nos EDcl no REsp 1880012/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 27/10/2020, DJe 23/11/2020) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL. ILEGITIMIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. NECESSIDADE DE AVISO PRÉVIO. MATÉRIA JÁ DECIDIDA. PRECLUSÃO. COMPENSAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não enseja a interposição de recurso especial matéria que não tenha sido debatida no acórdão recorrido e sobre a qual não foram opostos embargos de declaração. A ausência do indispensável prequestionamento, requisito exigido inclusive para matéria de ordem pública, atrai, por analogia, o óbice das Súmulas 282 e 356 do STF. (..) 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1348366/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 24/08/2020, DJe 15/09/2020) Para que se configure o prequestionamento da matéria, há que se extrair do acórdão recorrido pronunciamento sobre as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta aplicação da legislação federal. 2. Por outro lado, verifica-se que o aresto recorrido encontrou apoio, também, em norma de natureza constitucional - art. 5º, XII, da CF - destacando que o acolhimento da medida postulada, destituída de interesse público, poderia implicar indevida quebra de sigilo fiscal e tributário da parte. Assim, a ausência de interposição de recurso extraordinário atrai a incidência do enunciado contido na Súmula 126/STJ, verbis: É inadmissível o recurso especial, quando o acórdão recorrido assenta em fundamentos constitucional e infraconstitucional, qualquer deles suficiente por si só, para mantê-lo, e a parte vencida não manifesta recurso extraordinário. 3. Outrossim, a subsistência de fundamentos válidos, não atacados - notadamente: ausência de subsunção do presente caso às hipóteses autorizadoras da relativização do sigilo bancário, nos termos do art. 1º, da Lei Complementar 105/2001; e o acolhimento do pedido formulado pela parte poderia implicar quebra de sigilo fiscal e tributário das atividades comerciais da parte executada, resguardado pela regra prevista no art. 5º, XII, da CF - atrai, por analogia, o óbice contido na Súmula 283/STF. Neste sentido: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PROCESSO CIVIL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. ILEGITIMIDADE PASSIVA. CORREÇÃO MONETÁRIA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULAS 283 E 284/STF. DANO MORAL DEMORA EXPRESSIVA. OCORRÊNCIA. PARTICULARIDADES DO CASO CONCRETO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A falta de impugnação de argumento suficiente para manter, por si só, o acórdão impugnado, a argumentação dissociada bem como a ausência de demonstração da suposta violação à legislação federal impedem o conhecimento do recurso, na esteira dos enunciados n. 283 e 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. (..) 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp 1881192/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 11/11/2020, DJe 16/11/2020) AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO NA ORIGEM - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA DA AGRAVANTE. (..) 2. A subsistência de fundamento inatacado, apto a manter a conclusão do aresto impugnado, e a apresentação de razões dissociadas desse fundamento, impõe o reconhecimento da incidência das Súmulas 283 e 284 do STF, por analogia. (..) 4. Agravo interno desprovido. (AgInt nos EDcl no AREsp 1646470/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 26/10/2020, DJe 29/10/2020) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER CUMULADA COM DANO MORAL. NEGATIVA INJUSTIFICADA EM AUTORIZAR REALIZAÇÃO DE CIRURGIA. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. A falta de impugnação dos fundamentos do acórdão recorrido denota a deficiência da fundamentação recursal, atraindo, na hipótese, a incidência, por analogia, das Súmulas 283 e 284 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1649259/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 21/09/2020, DJe 08/10/2020) 4. Por fim, impende consignar que a parte recorrente não logrou êxito em demonstrar a ocorrência do dissídio jurisprudencial, nos termos do art. 255, § 1º, do RISTJ, porquanto deixou de realizar o necessário cotejo analítico entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados, de sorte a evidenciar a similitude de base fática dos casos confrontados e a divergência de resultados em torno da mesma questão jurídica. O que se observa é a simples transcrição de ementas dos arestos apontados como divergentes. Não realizou a parte recorrente, portanto, a necessária confrontação analítica dos acórdãos a fim de demonstrar, de modo inequívoco, as circunstâncias que identificariam ou assemelhariam os casos confrontados e a divergência de resultados em torno da mesma questão jurídica, o que impede o acolhimento do presente recurso, fundamentado exclusivamente na suposta ocorrência de dissenso pretoriano. É entendimento firme nesta Corte Superior que a mera transcrição de ementas e de excertos, desprovida da realização do necessário cotejo analítico entre os arestos confrontados, mostra-se insuficiente para comprovar a divergência jurisprudencial ensejadora da abertura da via especial com esteio na alínea "c" do permissivo constitucional. Nesse sentido: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MAIORIDADE. ALIMENTOS. MANUTENÇÃO. COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. MÁ VALORAÇÃO DAS PROVAS. INEXISTÊNCIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA. FALTA DE SIMILITUDE FÁTICA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADA. DECISÃO MANTIDA. (..) 5. O conhecimento do recurso especial pela alínea "c" do permissivo constitucional exige a indicação do dispositivo legal ao qual foi atribuída interpretação divergente e a demonstração dessa divergência, mediante a verificação das circunstâncias que assemelhem ou identifiquem os casos confrontados, sendo insuficiente a mera transcrição de ementas para configuração do dissídio. 6. A incidência da Súmula n. 7/STJ sobre o tema objeto da suposta divergência impede o conhecimento do recurso lastreado na alínea "c" do art. 105, III, da Constituição Federal. Precedentes. 7. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1573489/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 29/06/2020, DJe 01/07/2020) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CONTRATO DE LOCAÇÃO. MASSA FALIDA. PACTO REPUTADO INEFICAZ. COBRANÇA DE ALUGUÉIS E DÍVIDAS ACESSÓRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. COTEJO ANALÍTICO NÃO EFETUADO. ACÓRDÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (..) 3. O dissídio jurisprudencial não merece conhecimento, porque não foi realizado o necessário cotejo analítico entre os julgados trazidos a confronto. A mera transcrição de ementas ou de passagens dos arestos indicados como paradigma não atende aos requisitos dos arts. 1.029 do CPC/2015 e 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ. 4. Razões recursais insuficientes para a revisão do julgado. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no AgInt no AREsp 1397248/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 29/06/2020, DJe 03/08/2020) 5. Do exposto, com amparo no artigo 932 do NCPC c/c a súmula 568/STJ, não conheço do recurso especial. Por fim, não havendo fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias ordinárias, inaplicável a majoração prevista no art. 85, § 11, do NCPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA