HC 953308 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus porque não há pronunciamento judicial apto a causar coação ilegal, não se pode constatar prejuízo sem julgamento ou valoração das provas, a matéria sobre validade das provas pode ser suscitada nas alegações finais ou em apelação, e o writ não foi instruído com a ata de audiência, razão...
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- Parties
- Paciente: Galleger Ilhe Silva; Impetrado: Tribunal de Justiça do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Sistema Acusatório, Prova Testemunhal, Nulidade De Audiência, Liminar, Supressão De Instância
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Parties
Galleger Ilhe Silva
Paciente
Tribunal de Justiça do Paraná
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 validade da arrolamento de testemunha de ofício e inquirição direta pelo juiz de primeira instância
- 2 adequação do habeas corpus para impugnar atos de instrução sem decisão que cause coação
- 3 presença de prejuízo decorrente de depoimento utilizado em alegações finais
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque não há pronunciamento judicial apto a causar coação ilegal, não se pode constatar prejuízo sem julgamento ou valoração das provas, a matéria sobre validade das provas pode ser suscitada nas alegações finais ou em apelação, e o writ não foi instruído com a ata de audiência, razão pela qual conhecer implicaria supressão de instância.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Pedido liminar indeferido.
- Não conheço do habeas corpus.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, em favor de Galleger Ilhe Silva, impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Paraná que não conheceu do HC n. 0080119-87.2024.8.16.0000. Sustenta o impetrante constrangimento ilegal decorrente da conduta da Magistrada de primeiro grau que, na Ação Penal n. 0006091-87.2015.8.16.0090, (i) arrolou de ofício como testemunha do juízo pessoa anteriormente indicada pela acusação e acerca da qual houve desistência tácita e (ii) conduziu diretamente a inquirição dessa testemunha, em violação do sistema acusatório e dos arts. 209 e 212 do CPP. Argumenta que o prejuízo é evidente, pois o depoimento ilícito foi utilizado pelo Ministério Público em suas alegações finais para embasar pedido de condenação. Requer, assim, liminarmente a suspensão da ação penal e, no mérito, a anulação da audiência de instrução realizada em 21/03/2022, com determinação de renovação do ato em observância aos dispositivos legais citados. O pedido liminar foi indeferido (fls. 250-252) Informações prestadas às fls. 261-267. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem (fls. 269-271). É o relatório. DECIDO. O Tribunal de origem não conheceu do habeas corpus originalmente impetrado, não adentrando na análise das ilegalidades arguidas pelo impetrante e renovadas neste writ ao fundamento de (i) ausência de pronunciamento judicial que possa causar coação ilegal na liberdade de ir e vir do paciente, destacando que a última manifestação da Magistrada foi apenas a expedição do termo de audiência, sem decisão a ser impugnada via habeas corpus; e (ii) impossibilidade de se constatar, naquele momento, qualquer prejuízo ao paciente, uma vez que nem sequer houve julgamento ou valoração das provas. Ressaltou que a questão acerca da validade das provas produzidas em audiência poderá ser alegada como matéria preliminar nas alegações finais ou em eventual recurso de apelação (fls. 41-42). Nesse contexto, o presente habeas corpus não pode ser conhecido, sob pena de supressão de instância. Ressalte-se que o habeas corpus não foi instruído com cópia da ata de audiência ou de qualquer outro ato do Juízo de primeira instância, em que praticadas as supostas ilegalidades. Por fim, conforme consulta ao site do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, em 22/1/25, a ação penal respectiva encontra-se conclusa aguardando sentença. Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Publiq ue-se. Intimem-se. EMENTA